Karen Jonz é show à parte como comentarista de skate no SporTV

Publicado em 26/7/2021
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Neste primeiro final de semana das competições, as vozes femininas nos comentários dos novos esportes da Olimpíada de Tóquio fizeram a diferença na transmissão do SporTV.

Especificamente nas categorias estreantes Skate e Surfe, onde atletas brasileiras também estavam no páreo, as comentaristas Karen Jonz e Claudia Gonçalves, respectivamente, foram muito bem. Mas Karen foi o destaque absoluto pelo inusitado das considerações, cercadas de espontaneidade.

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O skate foi sensação destes primeiros dias, com a conquista da primeira medalha do Brasil na competição (a prata para Kelvin Hoefler) e também da consagração da medalhista mais jovem do País em toda a história da competição (a prata para Rayssa Leal). Como comentarista da modalidade, a tetracampeã mundial da categoria vertical e pioneira do esporte no Brasil Karen Jonz, 35, mostrou-se um show à parte com suas tiradas.

Foram vários os momentos de brilho de Karen. Quando o narrador Sérgio Arenillas mencionou que o skatista Shane O’Neill é pai, dizendo que “muito se fala de atletas mulheres, da maternidade no esporte, mas pouco se fala também da paternidade”, ela respondeu imediatamente: “É que provavelmente eles deixam o filho com a mãe e vão andar, aí não tem o que falar mesmo”.

Karen Jonz explicou manobras sem tantos estrangeirismos, como o colega Roni Gomes, que é muito técnico. Sob o ponto de vista de quem anda de skate e sabe do grau da dificuldade, ela contava rapidamente histórias de participantes e as suas próprias passagens pelo esporte. Em meio a nomes em inglês dos movimentos, muito desconhecidos da maior parte do público, ela explicava o máximo que o tempo lhe permitia.

Coube a Karen Jonz fazer esclarecimentos e tiradas espirituosas, quebrando protocolos nas transmissões, explicando coisas típicas do universo de mulheres, descontraindo o clima mais sisudo do narrador. Ela apelidou um skatista dos EUA de “Felipe Dylon” e explicou como mulheres skatistas preferem roupas confortáveis (e não sexies) para a prática do esporte.

Quando uma skatista se acidentou na manobra de corrimão, Karen Jonz resumiu a expressão quando uma mulher cai com a perna aberta: “Xerecou no campeonato”, cravou, e a frase repercutiu imediatamente nas redes sociais.

Em outro momento, Karen explicou melhor do que qualquer narrador a recuperação de pontos de uma atleta: “Veio na força do ódio”. Ao opinar sobre outra manobra, ela constatou: “Essa manobra é ganha-pão”.

 “A Letícia, como boa ariana...”, foi uma observação pessoal da comentarista a respeito da brasileira Leticia Bufoni, que não se classificou para a final. Falou de skate, do lado feminino, de acolhimento e espírito do esporte, indo além da competição. Ao final, ela se emocionou até as lágrimas, como toda a equipe, com a medalha da brasileira de 13 anos.

Surfe

Com comentários não tão espontâneos mas muito elucidativos da presença dos atletas do surfe, Claudia Gonçalves deu a exata dimensão das condições das ondas e competidores. Ela abordou no tom exato as dificuldades e as manobras nas baterias, contextualizando as condições de cada atleta. E foi muito bem nos comentários sobre as participantes brasileiras Silvana Lima (semifinalista) e Tatiana Weston-Webb, que não avançou às finais.

* As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de sua autora e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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