Jornalismo na Globo: 10 horas de programas ao vivo garantem espaço para a notícia

Publicado há um ano
Por Fábio Costa
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A Rede Globo hoje transmite 10 horas de programação ao vivo com interrupções apenas para os “reclames do plim-plim”. Falamos de todos os programas que vão ao ar das 4h às 14h, de segunda a sexta, a saber. Do início do Hora Um ao término do Jornal Hoje, passando pelos programas de Fátima Bernardes e Ana Maria Braga, o jornalismo na Globo tem vez garantida sobre qualquer outro assunto. Isso tem se comprovado sempre que necessário. Seja em virtude dos tumultuados acontecimentos do mundo político, seja quando ocorre alguma tragédia que chame a atenção acima da média. A tragédia em Brumadinho (MG) e o ataque à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), são dois grandes exemplos.

Jornalismo na Globo tem cada vez mais espaço; especialmente o local

Rodrigo Bocardi e Gloria Vanique no Bom Dia SP (Reprodução/TV Globo)

Com toda a certeza, o jornalismo local desperta grande interesse dos espectadores. De tal forma que se pode sair de casa bem informado sobre os acontecimentos de maior destaque após ver o Hora Um, por exemplo. E eventualmente complementar essa dose de informações estaduais com o Bom Dia de cada lugar. Informações sobre o trânsito, transportes públicos, dinâmica do comércio regional, entre outros temas, possuem grande apelo junto à audiência.

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Já faz quase um ano que o Hora Um, que até agosto de 2018 ia ao ar das 5h às 6h, dobrou de tamanho. Agora começa às 4h. De tal forma que as notícias do Brasil acabaram antecipadas. Bem como a atualização dos acontecimentos pelo mundo. Além disso, ocorreu o fortalecimento do Bom Dia São Paulo e seus “irmãos” regionais. Eles atraem muitos telespectadores em virtude de sua informalidade e foco na prestação de serviços. E vencem os concorrentes de SBT, Record TV e Band. O que levou ao corte de 30 minutos do Bom Dia Brasil em janeiro deste ano, transferidos para os jornais estaduais.

Jornalismo na Globo ao vivo não é novidade, mas a prática recente, sim

Embora plantões com notícias importantes não sejam novidade, a inserção natural e orgânica de intervenções jornalísticas em programas de entretenimento como Mais Você e Encontro derruba a estranheza que o surgimento de coberturas ao vivo causam quando necessárias. O espectador tem se mostrado receptivo não apenas à necessidade do trabalho jornalístico excepcional, como também à forma de se fazer esse trabalho.

Em abril, as fortes chuvas que caíram no Rio de Janeiro levaram a uma cobertura jornalística especial ao vivo durante várias horas. A saber, a grade só se normalizou no dia 8 de abril quase às 20h, quando entrou no ar o capítulo de Verão 90. Com efeito, um acontecimento como esse, que impacta a vida de milhões de pessoas e chama a atenção de todo o País, seguramente teria vez na grade enquanto fato jornalístico. No entanto, a forma como qualquer intervenção do jornalismo tem sido feita na programação transmitida ao vivo todos os dias tem sido outra.

Hoje faixa nobre na disputa por audiência, a madrugada é receptiva ao jornalismo

Seja na madrugada, quando a concorrência com o SBT se acirra, ou na primeira parte da manhã, com várias emissoras investindo em noticiários, a Globo larga uma vez mais na frente com uma visão voltada para a valorização do conteúdo jornalístico. Principalmente o de âmbito regional. Além disso, ao que consta a ideia da Globo é ampliar cada vez mais o espaço do jornalismo nas madrugadas. Sacrificaria assim o Corujão e as séries que separam, junto do filme e do Conversa Com Bial, o Jornal da Globo do Hora Um.

Uma grande cobertura nos telejornais de rede e uma maior ainda para o Rio de Janeiro, voltando ao exemplo das chuvas de abril, atesta como a Globo não mobiliza tantos profissionais apenas e tão somente em nome da audiência, mas também por ter ciência de sua obrigação de informar e prestar esse serviço aos espectadores.

Ademais, os bons índices alcançados na ocasião, em torno de 60% acima da média, e a afirmação do jornalismo como ponto básico da sobrevivência da TV aberta em meio a tantas modificações no consumo de conteúdos de entretenimento servem como incentivo a uma integração cada vez maior do jornalismo nos programas ao vivo. Com toda a certeza, saem todos ganhando, e a prática levará ao aprimoramento constante do resultado. E que ninguém estranhe se, em boletins convencionais ou novos noticiários, se investia ainda mais em jornalismo na Globo.

*As informações e opiniões
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