Johnny Massaro e Tatá Werneck, os grandes destaques de Deus Salve o Rei

Publicado há 3 anos
Por Fábio Costa
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Em meio a mudanças promovidas em Deus Salve o Rei, atual cartaz das 19h da Rede Globo, não se cogita diminuir o espaço que Rodolfo (Johnny Massaro) e Lucrécia (Tatá Werneck) têm na história, ou modificar seus perfis. Isso se deve ao fato de que são justamente eles os personagens que têm agradado mais aos espectadores da novela de Daniel Adjafre, e não o casal central formado por Afonso (Rômulo Estrela) e Amália (Marina Ruy Barbosa) ou a ambiciosa princesa Catarina (Bruna Marquezine), tampouco o obcecado Virgílio (Ricardo Pereira).

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Johnny Massaro, antigo JP de Floribella (Bandeirantes, 2005/06) e Fernandinho em Malhação (2008/10), hoje interpreta Rodolfo de Monferrato, que se tornou rei de Montemor após a abdicação de seu irmão mais velho, Afonso, e a morte da avó, a rainha Crisélia (Rosamaria Murtinho). Despreparado para reinar, já que, como não é o primogênito, não foi preparado da mesma maneira para comandar o reino e seus súditos, Rodolfo comete várias gafes e toma decisões absurdas e estapafúrdias, reflexo também de sua visão descompromissada da vida. Lucrécia, a princesa do reino de Alcaluz com quem se casou, ama-o verdadeiramente, mas recentemente meteu os pés pelas mãos e acabou envolvida numa trama de adultério na qual é completamente inocente, armada por Rodolfo para poder anular o casamento e se unir a Catarina.

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Tatá Werneck começou a se tornar conhecida no início da década em razão de sua atuação nos humorísticos da extinta MTV Brasil, como Quinta Categoria, e estreou em novelas como a Valdirene de Amor à Vida (2013/14), de Walcyr Carrasco. Em seguida foi a Danda de I Love Paraisópolis (2015), de Alcides Nogueira e Mário Teixeira, e a Fedora de Haja Coração (2016), de Daniel Ortiz, baseada em Sassaricando, de Silvio de Abreu, além de apresentar os programas Tudo pela Audiência, com Fábio Porchat, O Estranho Show de Renatinho e Lady Night, todos no canal pago Multishow. Seu talento para a comédia, tanto no improviso quanto pela capacidade de dar a entonação e o timing certos a partir do texto – embora suas personagens em geral até aqui tenham um quê de matusquelas e inconsequentes – tem rendido cada vez mais oportunidades, e a torna uma das figuras de maior destaque do cenário televisivo atual.

O talento dos dois atores – e também de colegas seus de cena, como Leandro Daniel (Petrônio), Daniel Warren (Orlando), Caio Blat (Cássio) e Marcos Oliveira (Heráclito) – leva a situações cômicas que poderiam beirar o constrangedor, especialmente no que toca à total inabilidade de Rodolfo para exercer as funções de um rei, mas que passam longe disso.

Deus Salve o Rei estreou há quase três meses – em 9 de janeiro – e tem conquistado audiência considerável, embora não tenha exatamente conquistado o sucesso que se esperava diante do alto investimento de produção e divulgação, com direito até a estreia exibida nos cinemas.

As tramas paralelas têm recebido menos destaque, em favor da história central, e nas últimas semanas têm sido promovidos outros ajustes a fim de valorizar ainda mais a ambientação e o clima da história – passada entre dois reinos fictícios em plena Idade Média, o que é inusitado para o horário, mas não ruim. Nesses ajustes, os personagens Rodolfo e Lucrécia, que já tinham bastante destaque, renderão ainda mais assunto. A entrada de um “colaborador sênior”, autor experiente da casa para ajudar Daniel Adjafre nos novos rumos da novela, anunciada na semana passada, seguramente vai suscitar novas alterações. Johnny e Tatá merecem o sucesso que têm obtido, e com a novela pela metade ainda terão muitas risadas a proporcionar aos espectadores da novela.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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