Grande vilã de Salve-se Quem Puder, Guilhermina Guinle vive maturidade na profissão

Publicado há 7 meses
Por André Santana
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Salve-se Quem Puder ainda está no início. Mas já deu para perceber que a trama de Daniel Ortiz tem em Dominique uma vilã implacável. Trata-se de uma personagem que promete agitar a trama das sete da Globo, e que encontra em Guilhermina Guinle uma intérprete à altura. A atriz, dona de uma trajetória repleta de boas coadjuvantes, finalmente chega ao protagonismo na emissora num momento maduro de sua profissão.

Salve-se Quem Puder é uma comédia rasgada. Assim, cabe à vilã Dominique a parte mais “séria” da trama. Bandida e assassina, Dominique é uma malvada “raiz”, sem humor e capaz de cometer as maiores atrocidades. Ou seja, o tipo precisa de uma atriz madura, que possa passar esta seriedade e, ao mesmo tempo, fazer sentido dentro de uma comédia que, no geral, está sempre um tom acima. Portanto, cabe à Dominique baixar este tom, mas na dose certa.

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E Guilhermina tem alcançado êxito nesta espinhosa missão. A atriz encontrou o tom exato da vilã, que não é cômica e nem caricata, mas que faz sentido dentro da fábula criada por Daniel Ortiz. É uma boa personagem, que tem boas possibilidades em Salve-se Quem Puder. Trata-se de uma vilã promissora.

Trajetória

Guilhermina Guinle começou jovem na TV, mas encabeçou produções marcadas pelo fracasso. Depois da estreia frustrada em Antonio Alves, Taxista (1996), do SBT, a atriz esteve ainda em outras produções de triste lembrança, como Brida (1998), da Manchete, e Tiro e Queda (1999), da Record TV. Para piorar, um de seus personagens mais desafiadores, a Maria Helena de O Direito de Nascer, no SBT, ficou quatro anos na gaveta. Isso porque a emissora gravou a novela em 1997, mas só a exibiu em 2001.

Depois disso, e alguns trabalhos mais depois, Guilhermina chegou à Globo em coadjuvantes sem grande expressão, como em Mulheres Apaixonadas (2003) e A Lua Me Disse (2005). Mais adiante, se especializou em boas megeras, como em Paraíso Tropical (2007), Ti Ti Ti (2010) e Eta Mundo Bom! (2016), entre outras. Mas é agora, em Salve-se Quem Puder, que ela assume o principal posto malvado de um folhetim. Pelo visto, esta trajetória de megeras a preparou para este momento.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo. 

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