Globo se consolida no ramo de séries dramáticas com Segunda Chamada

Publicado há 9 meses
Por André Santana
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A Globo encerra a primeira temporada de Segunda Chamada colhendo todos os louros da bem-sucedida produção. A série não apenas aumentou a oferta da produção nacional na linha de shows da emissora, como ajudou a consolidar o projeto de séries dramáticas do canal. Ao lado de Sob Pressão e Carcereiros, Segunda Chamada forma uma trinca poderosa.

Segunda Chamada toca num tema bastante oportuno na atualidade. Ao narrar as dificuldades dos alunos do curso de adultos da escola pública Maria Carolina de Jesus, a série expõe o grave problema da educação pública no país. Com isso, injeta na narrativa alguma relevância, ao se colocar como um instrumento de debate e reflexão sobre um problema real do Brasil. Porém, não perde de vista o entretenimento. Assim, Segunda Chamada se mostrou como uma série nacional de fato.

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E é esse o mérito da atual safra de séries dramáticas da Globo. Com Segunda Chamada, Carcereiros e Sob Pressão, a emissora finalmente conseguiu uma identidade própria de suas séries, fugindo dos vícios de novela e, ao mesmo tempo, sem imitar similares estrangeiros. Deste modo, finalmente conseguiu atrair a atenção do público e da crítica. Ao contrário de várias das tentativas anteriores da emissora, que produziu séries que passaram em brancas nuvens. Ou alguém ainda se lembra de A Segunda Dama ou Lara com Z?

Drama intenso

Em seu primeiro ano, Segunda Chamada tocou em temas importantes, como intolerância, violência doméstica, preconceitos diversos e desigualdade social. A série acertou bastante nas abordagens, sobretudo na trajetória de figuras como a professora Sonia (Hermila Guedes) e o professor Marco André (Silvio Guindane).

Segunda Chamada só errou um pouco na dose do drama. Mesmo sendo essencialmente dramática, faltou um respiro, ou alguma dose de esperança na narrativa. A história da professora Lucia (Débora Bloch) é cheia de dramas pesados, e não há qualquer luz sobre a protagonista. Vivendo quase como numa depressão, Lucia é tão pra baixo que fica difícil torcer por ela.

Mas isso não tira o mérito de Débora Bloch, e muito menos reduz o brilho de Segunda Chamada. A criação de Carla Faour e Julia Spadaccini é necessária e merece vida longa.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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