Globo e Fox não exageram em cobertura de final da Libertadores com Flamengo. E isso é óbvio.

Publicado há um ano
Por Gabriel Vaquer
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Nos últimos dias, um debate tem povoado a internet brasileira. Donos dos direitos de transmissão, Grupo Globo e Fox Sports fazem uma cobertura forte da final entre Flamengo x River Plate, que irá acontecer neste sábado (23), às 17h, em Lima (PER). O grande problema aqui é que, pra muita gente, a cobertura está acima da média se comparado com outros finalistas recentes do principal torneio continental do Brasil – os maiores exemplos usados são Fluminense (2008), Corinthians (2012), Atlético-MG (2013) e Grêmio (2017).

Alguns dizem que existe não uma cobertura, mas uma “Flamídia” forte e contundente. Que menosprezou o feito dos outros clubes e exalta o Flamengo acima do normal, como se os outros times não tivessem feito algo gigante ao chegar na final da Libertadores. De fato, o feito de Flu, Timão, Galo e Tricolor foi enorme. Mas temos que por os pingos nos is.

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Primeiro, antes de tudo, o Flamengo não chega a uma final de Libertadores desde 1981, quando foi campeão pela primeira vez inclusive. Ou seja, 38 anos. Nesse tempo, o clube passou por muitos calvários, quase foi rebaixado algumas vezes. O torcedor teve que engolir elencos fracos. Em 2013, começou a se reerguer, mas ainda assim teve muitos vexames na própria competição.

Praticamente duas gerações de torcedores do clube mais popular do Brasil nunca viram uma glória desse tamanho. Isso se chama valor de história, e quem faz Jornalismo aprende cedo na faculdade que quanto mais perrengues o alvo da notícia passa, mais fascinante ela fica.

Flamengo é maior audiência da Globo e da Fox no futebol nacional

Luís Roberto: narrador substitui Galvão Bueno na final da Libertadores (Reprodução/Globo)

O segundo ponto é muito simples. O Flamengo é um clube com quase 40 milhões de torcedores em todo o país, fora os seus simpatizantes. É disparado o clube que mais dá audiência entre os times nacionais em jogos de futebol. Além disso, por conta do seu tamanho, tem cotas de TV mais caras vindas da Globo.

Como um veículo de imprensa, com um tamanho de uma história dessas na mão, não iria explorar? É normal. Ainda mais se tratando das donas dos direitos. E tem o terceiro e último ponto: comparação com as outras finais, disputadas por clubes brasileiros.

O paralelo mais próximo que temos em relação ao que vive o Flamengo agora é com a final da Libertadores de 2012, disputada e vencida pelo Corinthians. Segundo clube mais popular do Brasil, o Timão jamais havia vencido a competição até então. E a cobertura de Globo e Fox foi tão martelada quanto a que é feita com o Flamengo agora.

Me recordo bem de acusações de Globo corinthiana, Fox exagerada, como acontecessem agora. Em 2012, vivemos isso. Temos um filme repetido. Não há exagero, não existe ponto fora da curva. Existe uma TV, que tem os direitos do jogo, aproveitando que o maior time do país está no principal jogo do futebol continental. Quem não enxerga o óbvio é o maior cego.

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