Flávia Alessandra é desperdiçada em O Sétimo Guardião

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Os próximos capítulos de O Sétimo Guardião serão marcados pela presença de um assassino misterioso, que vai tentar eliminar os sete “guardiães”. E já se sabe quem será a primeira vítima: o delegado Machado (Milhem Cortaz). Após sua morte, a viúva Rita de Cássia (Flávia Alessandra) deixará Serro Azul. Deste modo, a personagem terá seu desfecho na história de Aguinaldo Silva. Um desfecho sofrível para uma das personagens mais perdidas do enredo.

Rita de Cássia poderia ter rendido bem mais na trama das nove da Globo. Casada com Machado, ela precisou lidar com o fetiche do marido, que gosta de usar calcinhas. O hábito era o grande chamariz na história do casal, já que Rita não sabia das preferências do marido, e descobriu da pior maneira possível. Porém, depois disso, ela simplesmente aceitou a situação, e tal fetiche perdeu importância na história.

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Depois, Rita cismou que queria ser estrela de cinema. Para isso, ela se aliou ao jovem Leonardo (Jaffar Bambirra), que dedica seu tempo à produção de um documentário sobre Serro Azul. A parceria com o cineasta poderia culminar com um triângulo amoroso interessante, o que movimentaria o núcleo. Porém, esta trama foi reduzida a cenas de Rita de lingerie, banhando-se nas águas da cidade. Assim, com sua anunciada despedida de Serro Azul, o filme não deve ter conclusão. O que não deve afetar muito o andamento da coisa, já que ninguém se importa com isso.

Parceira de Aguinaldo Silva

O pouco destaque dado à Rita de Cássia em O Sétimo Guardião destoa das parcerias anteriores entre Flávia Alessandra e o autor Aguinaldo Silva. Foi o novelista quem deu à atriz vários dos seus papéis mais importantes nas novelas. Sendo assim, era esperado que a retomada seria mais uma dobradinha bem-sucedida.

Flávia Alessandra teve uma boa oportunidade em sua carreira em A Indomada, onde deu vida à ingênua Dorothy. Ali, divertiu o público com uma personagem de baixa autoestima, que se transforma no decorrer da trama. Depois disso, a parceria com Silva foi retomada com uma protagonista, a Lívia de Porto dos Milagres. Mais tarde, em Duas Caras, Flávia deu vida à Alzira, uma dançarina de pole dance que deu o que falar em nova história do novelista.

Já Rita de Cássia não deve figurar entre as boas personagens que a atriz já teve em mãos. E o mais estranho é que Rita tinha potencial para render uma trama interessante. Mas não decolou e terá uma despedida um tanto melancólica.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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