Final apática sinaliza desgaste do MasterChef

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Na última terça-feira (31), a Band encerrou mais uma temporada do talent show MasterChef. A competição culinária sagrou Maria Antonia a grande vencedora, contra o favorito Hugo Merchan. Mas a final da atração não conseguiu causar o frisson dos anos anteriores. A audiência mais baixa e a repercussão menos empolgada indicam que a Band anda abusando da fórmula.

O fato de a Band praticamente “colar” temporadas do MasterChef não ajuda a dar um merecido descanso ao formato. O programa é um prato cheio (sem trocadilhos) para quem gosta de acompanhar uma boa competição. Mas sua fórmula apresenta poucas novidades entre uma temporada e outra. Exibi-las em sequência faz com que os desdobramentos do jogo se tornem mais previsíveis. Assim, o programa fica mais cansativo.

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No ano passado, por exemplo, a Band prolongou a duração do MasterChef Brasil. Depois, deu apenas duas semanas de descanso ao formato, e lançou na sequência o MasterChef Profissionais. Foi MasterChef o ano inteiro. Dá-lhe criatividade para surpreender os aspirantes a chef, ou os profissionais. Além disso, com mais tempo no ar, a tendência é que a performance dos jurados Henrique Fogaça, Érick Jacquin e Paola Carosella se torne mais over, já que eles, fatalmente, se tornam personagens de si mesmos. Felizmente, eles parecem ter se contido mais em 2018, abusando menos das personas que adotaram no julgamento dos pratos.

Fora isso, esta edição do MasterChef sofreu com a estratégia equivocada da Band. O canal insiste em programar a estreia do programa para bater de frente com a final do Big Brother Brasil. O BBB deste ano mobilizou o público como não acontecia há muitos anos, e isso se refletiu no desempenho do MasterChef. O canal sempre confia que o MasterChef decola depois do BBB, mas não leva em consideração que corre um risco desnecessário com a manobra. Afinal, nada garante que a audiência vai mudar de canal automaticamente.

Apesar do desgaste, MasterChef ainda é um bom negócio

No entanto, não é difícil entender os motivos que levam a Band a colar edições do MasterChef. Afinal, trata-se do único produto relevante que a emissora tem em sua grade. Mesmo vendo sua audiência cair, o MasterChef ainda é o programa mais visto da emissora. Isso sem falar no faturamento e na repercussão que a competição possui nas redes sociais. Há um buzz que ajuda o canal a ganhar visibilidade, o que é sempre interessante.

E neste momento que a Band reformula a programação, mas não melhora seus números de audiência, o MasterChef se torna ainda mais imprescindível. Dentre tantos lançamentos em 2018, não apareceu nenhum sucesso que pudesse tornar a Band menos refém do MasterChef. No entanto, se a queda vista este ano se acentuar, a emissora corre o risco de desgastar de vez seu único sucesso. E aí, não terá mais nada para se ancorar. Ou seja, desde já, a emissora precisa se mexer para encontrar um produto capaz de render resultados tão bons quanto os da competição de Ana Paula Padrão.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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