Felizmente, Bom Sucesso se livrou de Elias

Publicado há 9 meses
Por Fábio Costa
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Atração das 19h na Globo, com boa audiência a ponto de já figurar entre as mais vistas da década no horário, a novela Bom Sucesso, de Rosane Svartman e Paulo Halm, terminará dentro de poucas semanas. Durante alguns dos capítulos mais recentes, a protagonista Paloma (Grazi Massafera) viveu um grande drama ante males sérios de saúde que acometeram a filha do meio, Gabriela (Giovanna Coimbra). Para salvá-la, era necessária uma transfusão de seu tipo muito raro de sangue. O pai biológico, Elias (Marcelo Faria), supostamente morto, ressurgiu para doar o sangue. No entanto, não sem exigir vultosa soma em dinheiro e tumultuar a vida de todos. Compaixão pela filha, nenhuma. Além disso, durante os anos que passou longe e morto, para todos os efeitos, arrumou outra mulher, Rosemary (Kizi Vaz). Marginal, Elias sempre andou com quem não devia e vivia de assaltos, principalmente a bancos. Desagradável, folgado, aproveitador, sem-noção… Tudo que se disser sobre Elias será pouco para defini-lo em sua condição de figura desprezível. Tão desprezível e pintado em tão fortes tintas que destoou do tom natural e familiar que Bom Sucesso apresentou desde seu início. Sem demérito do ator, uma vez que Marcelo fez o personagem tão bem que despertou o ódio verificado. Em outro trabalho dos autores, Totalmente Demais (2015/16), a fábula da jovem pobre transformada em diva, Eliza (Marina Ruy Barbosa), também se ressentiu um pouco quando seu padrasto Dino (Paulo Rocha) assumiu ares de psicopata transtornado. Uma pena nos dois casos.

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