Fátima Bernardes, Pedro Bial e cia: Globo dá espaço a “pratas da casa”

Publicado há 4 anos
Por André Santana
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O que os apresentadores Fátima Bernardes, Pedro Bial, Tiago Leifert e Patrícia Poeta têm em comum? Os quatro trocaram o departamento de jornalismo da Globo para migrar para o entretenimento. Mas estes nomes também têm outra coisa em comum: todos eles, assim como André Marques e Ana Furtado, são “crias” da Globo, nomes revelados pela emissora que, hoje, estão entre suas principais estrelas no time de apresentadores do canal. Tal movimentação é recente, tendo em vista que, anteriormente, os principais programas de variedades da emissora eram comandados por estrelas vindas de outros canais.

Basta observar o elenco de apresentadores global. Ana Maria Braga, há anos à frente do Mais Você, migrou para a Globo depois de se tornar a principal estrela da Record, nos anos 1990, onde comandava o Note e Anote e o Programa Ana Maria Braga. Luciano Huck, outra estrela da emissora, só se tornou global depois que fez sucesso no programa H, da Band. Enquanto isso, Serginho Groisman veio direto do SBT, depois de passar também pela TV Cultura e Gazeta. Já Angélica era uma grande estrela da TV, tendo passado pelo SBT e pela Manchete antes de desembarcar na Globo, em 1996. Fausto Silva, há tantos anos à frente do Domingão do Faustão, alcançou tal prestígio na emissora depois de fazer muito sucesso no Perdidos na Noite, na Record e na Band.

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Outros apresentadores do canal também vieram de “fora”. Otaviano Costa, hoje no Vídeo Show, já havia passado pela própria Globo, mas também esteve no SBT, na MTV, na Band e na Record. Fernanda Lima teve uma primeira passagem rápida na MTV, passou pela RedeTV!, e depois retornou à MTV, quando fez sucesso no Fica Comigo. A antiga MTV Brasil, aliás, era um celeiro de talentos almejado pela Globo, pois de lá vieram também Márcio Garcia e Zeca Camargo.

Todos estes continuam no ar, e sem perspectiva de deixar o canal tão cedo. Mas, hoje, a Globo aposta também em nomes que ela mesma fabricou. Curiosamente, grande parte deles veio do jornalismo. Fátima Bernardes se tornou um grande nome de suas manhãs, após anos à frente de telejornais. Patrícia Poeta estreou como moça do tempo, e passou pelo Fantástico e Jornal Nacional, antes de chegar ao É de Casa. Tiago Leifert fez sucesso no Globo Esporte, antes de chegar ao The Voice e, mais recentemente, ao Big Brother Brasil. Seu antecessor, Pedro Bial, também já havia deixado o jornalismo rumo ao entretenimento, após grandes reportagens e a apresentação do Fantástico, até chegar ao seu próprio talk show, Conversa com Bial. Mas a emissora também “criou” alguns apresentadores fora de seu jornalismo: André Marques e Ana Furtado, também no É de Casa, acumularam participações na dramaturgia e no Vídeo Show, sempre na Globo.

Depois de anos de olho na concorrência, a Globo resolveu olhar para o próprio umbigo e dar mais espaço aos talentos “nascidos” na casa. Interessante movimentação.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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