Faltou X-Factor no reality da Band

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* Por Rafael Faria

Caminha para a reta final um dos realities mais aguardados de 2016. Mas que, lamentavelmente, não mostrou a que veio. O X-Factor Brasil, modelo consagrado em outros países, está cada vez mais a desejar.

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Inexperiência da emissora? Mas o que dizer do sucesso do Master Chef? Pois é, este a Band soube fazer muito bem, com raras derrapadas entre uma edição e outra, mas muito bem sustentada pelo seu trio de jurados gastronômicos.

Então a culpa é dos jurados do X-Factor? Alto lá! Nem tanto, mas com uma parcela de culpa. Talvez faltou à Band ouvir mais Rick Bonadio, ex-Ídolos da Record, e muito experiente produtor musical. Nos últimos programas, era fácil perceber, não apenas em atos e bocas, mas também em palavras, seu descontentamento com o rumo da produção, não apenas por candidatos do seu time serem desclassificados, mas por um formato que poderia ter sido melhor aproveitado.

Desconforto à parte, como assim escalar Ludmila para ser assistente de Bonadio? Pois esse é mais um capítulo dessa série de erros.

Mas voltando ao júri oficial, ao lado de Rick, o público reconhece Paulo Miklos e todo seu conhecimento musical. Até se esforça para aceitar as opiniões de Di Ferrero, que tem carisma – embora isso não baste. Mas quem é Alinne Rosa? Poucos lembram que esteve a frente da banda Cheiro de Amor, ou até que estrelou a minissérie “O Brado Retumbante” na Globo. Do mais, o que mais?

Além disso, Fernanda Paes Leme tem muito a aprender. Comentários vazios, sem ousadia para improvisar e um distanciamento enorme com a plateia. E que plateia! O público que lota o auditório merecia mais. Falta interação. Coisa que poderia ser até resolvida tirando Maurício Meirelles do quadro pré-programa que peca pelo excesso de piadas de mal gosto e nada acrescenta.

Já quando o assunto são os candidatos… Muitos que ficaram pelo caminho não eram novidade para o público. Ídolos, Iluminados – do Faustão, The Voice… – foi um vale à pena ouvir de novo, mas todos preteridos a tipos mais performáticos do que talentosos, mais desafinados do que audíveis, que visitam um estilo musical sem deixar uma identidade própria.

Pois se a Band pretende voltar com esse formato em 2017, primeiro precisa descobrir o que é o seu próprio “fator X”, tão ausente nesta estreia.

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