Falta ritmo e emoção à Rebeca Abravanel no Roda a Roda

Publicado há 4 anos
Por André Santana
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Quem ligou a televisão no SBT na tarde deste feriado levou um susto ao dar de cara com Rebeca Abravanel, filha de Silvio Santos, ocupando o horário anteriormente dedicado ao bom e velho Chaves. Nesta quinta-feira (15), a emissora passou a exibir o game Roda a Roda na faixa vespertina, apenas três dias depois de estreá-lo na programação diária, às 19h15, com a apresentação da filha número pim de Silvio Santos.

Com a presença de Rebeca no Roda a Roda, Silvio Santos dá um espaço fixo na sua programação à sua terceira filha apresentadora. Rebeca se junta à Patrícia Abravanel, atualmente à frente do Máquina da Fama e do Eliana, além de participar do Programa Silvio Santos; e à Silvia Abravanel, que comanda ao vivo o diário infantil Bom Dia e Cia. Como se vê, Silvio está mesmo disposto a eleger um sucessor, de sua família, no comando de seus programas.

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Patrícia é carismática e melhorou muito desde que estreou, mas ainda lhe falta estofo. Está indo bem substituindo Eliana, mas faz um trabalho praticamente burocrático, sem a desenvoltura da titular. Mas, claro, ainda lhe falta a experiência de Eliana, hoje uma das melhores apresentadoras da TV brasileira. No entanto, Patrícia tem potencial. Até aqui, é a que mais tem condições de suceder o pai no seu consagrado auditório. Já Silvia, como o próprio Silvio Santos já disse, é esforçada e melhorou muito, mas lhe falta carisma.

E Rebeca Abravanel, por enquanto, ainda é uma incógnita. Ela já podia ser vista no Caldeirão da Sorte em performance que, se não comprometia, também não empolgava. Quando substituiu Silvia no Bom Dia e Cia, ela se mostrou simpática, mas um tanto perdida. Agora, no Roda a Roda, Rebeca mostra que ainda tem muito a aprender. Falta a ela, sobretudo, um envolvimento real com o game e seus participantes. A impressão que ela passa, nestes primeiros dias, é que sua cabeça não está ali, e sim em outro lugar. Seu tom de voz e a expressão de seu rosto nunca mudam. Um bom comandante de game show deve saber passar emoção ao espectador, e ela não consegue.

Além disso, Rebeca tem a incômoda mania de quase nunca olhar para a lente da câmera, ou seja, no olho do espectador. Quando aparece de frente, ela surge quase sempre séria e com o olhar para baixo, como se tivesse alguma “cola” do texto que deve dizer abaixo da câmera. Assim, ela não envolve o espectador no que está dizendo. Falta emoção até na hora de chamar o comercial. “Veja aí o anúncio”, ela diz ao espectador. “Roda essa roda”, ordena aos participantes do game. Rebeca precisa melhorar.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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