Falsa morte do Comendador é divertida fantasia mirabolante de Império, mas trama é desperdiçada

Sequência da "ressurreição" do protagonista é folhetim puro, mas não acrescenta ao enredo

Publicado em 17/8/2021
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Aguinaldo Silva tem um profundo conhecimento da construção de um folhetim. É um autor que não tem pudores na elaboração de reviravoltas rocambolescas e fantasiosas em suas novelas. Em Império, não é diferente. A falsa morte de José Alfredo (Alexandre Nero) é daqueles delírios deliciosos, que só uma boa novela pode proporcionar.

No atual momento da trama, o Comendador se vê acuado. Seu passado como contrabandista de pedras vêm à tona e ele decide sair de cena. Da maneira mais apoteótica possível: uma falsa morte que causa comoção em todos os núcleos de Império.

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A falsa morte de José Alfredo tem direito a “poçãozinha especial”, capaz de mantê-lo num estado de “quase morte”, um protagonista enterrado vivo, e até um providencial atraso do capanga, Josué (Roberto Birindelli), imbuído de tirar o patrão do caixão a sete palmos da terra. O motorista corre para acudir o Comendador, mas se envolve num acidente e se atrasa, fazendo José Alfredo quase morrer de verdade.

Além disso, o enterro do protagonista até provoca uma improvável união entre Maria Marta (Lilia Cabral) e Maria Isis (Marina Ruy Barbosa), as duas mulheres do Comendador. E, de quebra, um surto de Cora (Marjorie Estiano), que vê seu amado morrer sem antes desvirginá-la, como ela sempre sonhou.

Ou seja, trata-se de uma ocasião de efeito, que causa intensas reviravoltas e promete agitar Império. No entanto, a tal reviravolta acaba ficando apenas na promessa. Isso porque, após toda a confusão do enterro do Comendador, a falsa morte pouco acrescenta ao enredo de Império.

Nesta “saída pela direita”, o Comendador volta ao garimpo, disposto a encontrar outro amuleto da sorte. Enquanto isso, seus herdeiros se engalfinham pelo controle da joalheria. Mas, em seguida, José Alfredo simplesmente decide que precisa contatar as pessoas que ama.

Assim, aos poucos, ele reaparece para Maria Isis, ajuda Cristina (Leandra Leal), e, logo, reaparece totalmente. Ou seja, todo o entrecho da falsa morte do Comendador é bastante funcional no sentido de movimentar vários núcleos e capítulos. No entanto, em seu desenrolar, não leva a trama para lugar nenhum. No fim, se revela uma grande enrolação. Uma pena.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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