Emissora dos programas de auditório, SBT precisa se reinventar na quarentena

Emissora com forte tradição em auditórios, SBT busca saídas para programas

Publicado há um mês
Por André Santana
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O SBT foi o canal mais afetado na pandemia de coronavírus. A emissora havia acabado de retomar suas produções, que estavam em férias, quando se viu obrigada a fechar seus estúdios novamente, em razão da pandemia de coronavírus. Agora, aos poucos, ensaia retomar seus programas de entretenimento. O que será um grande desafio, tendo em vista que o SBT, historicamente, tem uma programação bastante calcada nos programas de auditório. Como retomá-los, se os auditórios não são recomendáveis neste momento?

Para tentar manter algo semelhante a uma plateia em seus principais programas, o SBT inventou uma “plateia virtual”. Que nada mais é que uma série de monitores, espalhados no auditório, com imagens de pessoas reagindo às atrações apresentadas. O recurso foi lançado no Programa do Ratinho da última sexta-feira (22), que começa a retomar os programas inéditos. E ficou estranho. Porque é evidente que aquelas pessoas no vídeo não estão reagindo de verdade. E as risadas são claramente gravadas, colocadas sem qualquer emoção. Com isso, soa falso. Melhor seria não ter.

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O Programa do Ratinho é um dos programas do SBT que deve sentir bastante a falta da plateia. Isso porque a interação de Ratinho com o auditório é constante. Tanto que, às terças-feiras, o principal quadro do programa era o Brincando com o Auditório, no qual o apresentador convida integrantes da plateia para participar de games diversos. Ou seja, a atração de Carlos Massa terá que apostar em quadros novos para suprir a ausência do auditório. Na última sexta (22), foi lançado o quadro Resposta Premiada, um quiz show no qual os participantes jogam por videoconferência, de suas casas. É esse o caminho.

Domingo Legal

No Domingo Legal do último domingo (24), Celso Portiolli também esteve diante de uma “plateia virtual”. Assim como no Programa do Ratinho, o novo recurso não consegue reproduzir o calor do auditório e soa bastante falso. Na retomada, o dominical resgatou o quadro Afunda ou Boia, com participantes por videoconferência. Um quadro fraco, que destoa da boa fase que o programa de Portiolli vinha mantendo.

Felizmente, a atração ainda tem na gaveta edições inéditas de Xaveco e Comprar É Bom, Levar É Melhor, o que mantém a temperatura do programa elevada. Mas deveria rever o uso da “plateia virtual”. Não é necessária.

The Noite

Outro programa que voltou a exibir episódios inéditos foi o The Noite. Danilo Gentili voltou a fazer suas entrevistas no fim de noite, recebendo convidados no estúdio, mas mantendo distância. E, claro, sem auditório. Felizmente, no The Noite, não foi adotada a “plateia virtual”. E o apresentador fez piada das risadas incluídas por sonoplastia. Melhor saída! O programa ri de si mesmo e parece mais honesto que os outros que fazem uso dos telões no auditório.

Ou seja, aos poucos, as produções começam a achar saídas para produzir conteúdo inédito sem a necessidade de grande equipe ou um auditório lotado. Num canal com forte tradição em auditórios, o desafio é ainda mais intenso. Mas o canal se mostra disposto a se adaptar. Isso é importante.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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