Em pleno horário das 18h, Orgulho e Paixão aborda abuso sexual com seriedade

Publicado há 2 anos
Por Guilherme Rodrigues
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No capítulo que foi ao ar nesta terça-feira (24) de Orgulho e Paixão, Julieta (Gabriela Duarte) revelou surpreendentemente para Aurélio (Marcelo Faria) que foi estuprada pelo pai de Camilo (Maurício Destri) quando era jovem, o que resultou na gravidez do jovem e fez com que ela fosse obrigada a se casar com o criminoso.

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A personagem ainda disse que seguiu sendo abusada pelo esposo, que sentia prazer em vê-la acuada e se negando a se relacionar. A cena foi dura, forte, e extremamente bem interpretada pelos artistas.

Gabriela talvez tenha aqui, após ficar oito anos sem atuar inteiramente numa novela, o seu melhor personagem desde Por Amor (1998). Julieta possui várias camadas e a atriz soube construí-las, junto ao texto de Marcos Bernstein, de maneira primordial.

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Toda a dor de uma mulher que passou grande parte da vida sendo humilhada e agredida em sua intimidade é percebível e justifica a relação confusa e complexa que possui com o herdeiro.

Se quando foi divulgada, Orgulho e Paixão aparentava ser uma novela leve, divertida e colorida, os telespectadores encontraram essas características em algumas situações da produção, mas inesperadamente com o passar do tempo, conseguiu enxergar no folhetim de época a abordagem de assuntos que até hoje são tabus e que seguem preocupando a sociedade.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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