Em nova temporada, Estrelas resgata formato do Brasil Legal

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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Depois de uma temporada maior do que o necessário de Estrelas Solidárias, Angélica lançou, no último sábado (26), uma nova temporada temática de seu programa. Agora chamada Estrelas do Brasil, a atração tem o objetivo de mostrar personagens que se destacam em suas áreas, mostrando a cultura de diferentes regiões do país. Na estreia, Angélica e seus convidados passearam por Belém do Pará.

Foi uma estreia bonita e colorida, que pegou carona na cultura da região Norte do país, que vem sendo mostrada em A Força do Querer. Angélica levou os atores Bruno Gissoni e Maria Flor por lugares característicos do local, como o Mercado Ver-o-Peso, e se encontrou com figuras da região, que mostraram o seu trabalho. Não faltou carimbó, e Angélica dançou e conheceu o trabalho do grupo local Trilhas da Amazônia.

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Ainda na estreia, Angélica e os convidados conheceram as motoristas da cooperativa Diva’s Taxi; o fotógrafo Luiz Braga; e a cantora Dona Onete, paraense que sempre teve o sonho de cantar, mas que só gravou seu primeiro álbum aos 72 anos. Enquanto Bruno Gissoni acompanhou Angélica, Maria Flor conversou com a erveira Dona Carmelita e a feirante Tia Coló, que ensinou uma receita. Estrelas do Brasil, então, explora personagens do país, com boas histórias pra contar e muito a dizer sobre o local onde vivem.

Ou seja, nesta nova temporada, Angélica começa a fazer o que Regina Casé fez por anos em seu Brasil Legal. A atriz e apresentadora viajava pelo país, sempre em busca de histórias inusitadas e personagens curiosos, que iam montando um mapa cultural do país. Um formato, aliás, que sempre funcionou muito bem, tendo em vista as riquezas e a diversidade cultural do Brasil. De proporção continental, o Brasil é plural, e cada região tem suas especificidades que sempre valem a pena conhecer. Não é um novo formato, mas sempre eficiente.

Só fica a impressão de que a Globo, às vezes, parece não saber explorar o seu talento como se deve. Enquanto Regina Casé é uma exímia “exploradora e caçadora” de boas histórias do Brasil, Angélica é uma excepcional animadora de auditório. Porém, a direção da Globo deixou Regina Casé por anos à frente de um auditório no extinto Esquenta!, e, agora, coloca Angélica para explorar o Brasil. Não que Regina não tenha ido bem como apresentadora de auditório, ou que Angélica não seja uma boa “exploradora do país”. Mas que parece que as bolas estão trocadas, parece.

Com clímax de duas importantes tramas paralelas, A Força do Querer tem semana eletrizante

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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