Em alta na Netflix Brasil, “Betty” entra para o ranking de novelas desperdiçadas do SBT

Novela chega ao fim com baixa audiência mas boa repercussão

Publicado há um mês
Por Cadu Safner
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O SBT leva ao ar na noite desta terça (4) o último capítulo de Betty, a Feia em NY. Protagonizada pelos mexicanos Elyfer Torres e Erick Elias, a releitura da obra original de Fernando Gaitán só não teve melhor desempenho por que a grade do SBT não colaborou – pra variar.

Betty estreou no dia 20 de janeiro, quando a emissora já cambaleava com seus programas, todos eles enfraquecidos devido às férias de final de ano. Como se sabe, o canal foi o primeiro a sair de recesso em 2019 e o último a voltar em 2020.

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Betty (Elyfer Torres) em Betty, a Feia em Nova York (Reprodução).

E quando voltaram, logo foram barrados pela pandemia que paralisou toda a indústria. Mas isso não é justificativa, uma vez que a emissora poderia muito bem ter trabalhado melhor sua divulgação, o que dificilmente ocorre em se tratando de enlatados.

Embora a vinda da atriz ao Brasil tenha surpreendido a todos, uma vez que ela não era popular em nosso país, foi uma grata surpresa sua passagem por aqui, visto que o número de fãs que se movimentou foi bem interessante e colaborou para a divulgação da novela.

Betty In NY (Reprodução: Netflix)

Elyfer Torres rodou a programação do SBT e participou de programas de rádio, jornais, revistas, sites e até outros canais de TV.

Contudo, Betty, a Feia em NY sai de cena deixando saudades em muitos telespectadores do SBT carentes de uma produção de tamanha qualidade em vários aspectos, porém, sendo alívio para outros, diga-se os fãs de novelas mexicanas que resistentes a folhetins off-Televisa (uma grande bobagem).

Sabrina Seara interpretou Marcela em Betty, a Feia em NY (Reprodução: Netflix)

A trama que chegou para substituir a reprise de Abismo de Paixão agora abre espaço para Quando Me Apaixono brilhar sozinha. Betty reportou debates importantes que passaram batidos aos olhos dos brasileiros como o empoderamento feminino, racismo, classismo, dependência química e questões da cultura afro-latino-americana.

Nada disso virou pauta nos veículos, tampouco no próprio SBT, que não tem tradição em crossmedia nem programa à altura para sustentar este tipo de assunto. Betty foi adquirida pelo SBT com todo seu material de bastidores, mas pouco disso foi utilizado.

Elyfer Torres veio ao Brasil em março divulgar a novela (Reprodução: Netflix)

Não bastando, a emissora deu uma verdadeira canseira no público há mais de um mês, quando diminuiu para menos da metade o seu tempo de arte. Explicação para tal? Adequação de grade.

O Kantar Ibope informa o Observatório da TV que Betty, a Feia em NY fecha seu ciclo com 6,5 pontos de audiência na Grande São Paulo, o mesmo da antecessora Abismo de Paixão.

Mas, se por um lado o SBT não valorizou mais um de seus produtos, por outro lado ele se tornou destaque de buscas da gigante do streaming, a Netflix, posicionando-se em alta várias vezes durante a transmissão no Brasil e o top 5 entre os meses de junho, julho e agosto.

Considerando o histórico completo de suas antecessoras, Betty, a Feia em NY superou o desfecho de outros outros títulos. A saber: as reprises de Carrossel (6,3), A Usurpadora (7,8), A Feia Mais Bela (6,6), Por Teu Amor (4,8), No Limite da Paixão (reprise) (5,4) e O Privilégio de Amar (reprise) (4,9)…

Um Caminho Para o Destino (6,9)Meu Coração é Teu (7,8), A Dona (7,2),  Amanhã é Para Sempre (7,3), O Que A Vida Me Roubou (6,7) e A Gata (8,2), Teresa (reprise) (5,9), Que Pobres Tão Ricos (5,5), A Que Não Podia Amar (8,0).

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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