É de Casa já faz parte da vida dos brasileiros

Publicado em 03/06/2017

Acompanhei de perto o nascimento do É de Casa, no segundo semestre de 2015. No início, muita gente torceu o nariz para o formado da atração. O programa teve como objetivo substituir a TV Globinho e preencher uma lacuna adulta que faltava no horário. Segundo pesquisas, essa faixa de horário mudou muito de umas décadas para cá, não é só o público infantil que prestigia a programação matinal, e, sim, donas de casa, aposentados, adolescentes, etc. E esse programa veio para unificar esse público. Prestes a completar dois anos no ar, a atração está fazendo direitinho o dever de casa e tem entregado ao público o que ele realmente necessita: informação, cultura e entretenimento de primeira. Não é atoa que a atração é líder de audiência no horário.

O que chama muito a atenção do público é o número de apresentadores: são cinco em seu total. Todos têm uma função na atração. Como uma forma de costura, eles entrelaçam os assuntos sem repetição. Zeca Camargo, Patrícia Poeta, Ana Furtado, André Marques e Cissa Guimarães já fazem parte da vida dos brasileiros, assim, como o programa em si. Cada um tem seu estilo próprio.

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Boninho é realmente um visionário. Ele acreditou no projeto e bancou. E não é que deu certo. Eu percebo que mesmo sendo ao vivo, a atração é leve e segue seu fluxo sem encher linguiça.

Na última semana, a atração foi apresentada pelas talentosas Ana Furtado, Patrícia Poeta e Cissa Guimarães, o famoso clube da Luluzinha. Posso dizer que foi um grande acerto – invistam mais nesse trio. Cada uma tem o seu tempo e falam com propriedade sobre os assuntos pautados na atração.

O público da TV aberta necessitava de um programa como esse, que na TV por assinatura não é novidade. Mas, uma coisa eu posso garantir, a diferença do É de Casa, para os outros programas do gêneros, é que essa atração tem alma. A gente vê no olhar do apresentador essa verdade. Não estão ali por obrigação, e, sim, querendo informar o seu público em questão.

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