Dupla de vilões é um dos equívocos de O Sétimo Guardião

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Uma reviravolta um tanto estranha está prevista para acontecer nos próximos capítulos de O Sétimo Guardião. O vilão Olavo (Tony Ramos), mais uma vez, atenderá um desejo da filha Laura (Yanna Lavigne) e tomará de Valentina (Lília Cabral) tudo o que ela tem. E esta outra vilã, por sua vez, não terá outra saída senão se aliar à Gabriel (Bruno Gagliasso) e proteger a fonte do inimigo. Ou seja, Olavo ascenderá como o grande vilão da novela da Globo, enquanto Valentina deve mudar de lado.

Tal reviravolta, um tanto decepcionante, expõe um dos muitos problemas da novela de Aguinaldo Silva. Apostar numa dupla de vilões para tentar agitar o enredo de O Sétimo Guardião se revelou uma escolha equivocada. Isso porque, ao ter duas figuras maléficas agindo ora como aliados, ora como inimigos, O Sétimo Guardião consegue o feito de esvaziar os dois personagens. O que se traduz num desperdício do talento de seus intérpretes, Lília Cabral e Tony Ramos.

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O Sétimo Guardião estreou apresentando Valentina Marsalla como a grande vilã. A megera fez um acordo estapafúrdio com Olavo, na intenção de explorar a fonte de Serro Azul que, no começo da história, ela nem sabia direito o que era. De lá para cá, ela até agiu para tentar driblar os “guardiães” e explorar a água mágica. Mas fez isso de maneira apagada. Valentina não tem o carisma e o humor corrosivo das vilãs inesquecíveis de Aguinaldo Silva, como Altiva (Eva Wilma), de A Indomada, e Nazaré (Renata Sorrah), de Senhora do Destino. Também não é uma serial killer apaixonada, como Adma (Cássia Kis), de Porto dos Milagres. Muito menos uma maluca obcecada, como Silvia (Alinne Moraes), de Duas Caras.

Valentina x Olavo

Enquanto isso, Olavo se mostrou um vilão paspalho. A princípio, aceitou o acordo com Valentina às cegas, sem nenhuma garantia de nada. Depois, passou a mero coadjuvante, resmungando pelos cantos e atendendo aos desejos da filha voluntariosa. Ou seja, Olavo é um vilão na teoria. Na prática, pouco fez.

Sendo assim, fica bem claro que a dupla do mal não funcionou. Valentina e Olavo, trabalhando juntos, não tiveram forças para segurar a trama. Pelo contrário. A parceria impediu que Valentina se estabelecesse como vilã. E Olavo nunca justificou a sua presença em cena. Aliás, não é a primeira vez que isso acontece no horário nobre. O exemplo mais recente é Babilônia, que prometia ser explosiva com a rivalidade entre as vilãs Beatriz (Gloria Pires) e Inês (Adriana Esteves). E não funcionou.

Resta saber se, agora, com a ascensão de Olavo, ele finalmente justifique sua presença em O Sétimo Guardião. E consiga fazer o que, até agora, Valentina não conseguiu. Seria, ao menos, a chance de honrar a presença de Tony Ramos, que teve poucas oportunidades na novela até aqui.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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