Disputa entre Rita e Lígia pela filha perde força em Malhação: Toda Forma de Amar

Publicado há um ano
Por André Santana
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Ao entrar no ar, Malhação: Toda Forma de Amar chamou a atenção pelo enredo que ia além do drama adolescente. Ao centrar a trama numa disputa entre duas mulheres pela guarda de uma criança, o autor Emanuel Jacobina propôs um folhetim novelesco dentro da estrutura juvenil do programa da Globo. No entanto, passados mais de 150 capítulos, a briga judicial envolvendo Rita (Alanis Guillen) e Lígia (Paloma Duarte) pela pequena Nina (Lavínia Miranda/Eloá Miranda) começa a andar em círculos.

Há uma estrutura engenhosa na atual temporada de Malhação. A briga de duas mães pelo mesmo filho poderia estar em uma novela qualquer, mas como se trata de Malhação, uma das partes interessadas é uma adolescente. E Rita, a adolescente em questão, se apaixonou justamente pelo filho de sua rival, aumentando a dose do drama. Porém, esta disputa entre as mães acabou diluindo Rita. A jovem pouco fez, dentro da história que protagoniza, além de reclamar a falta da filha. Com isso, adotou um discurso monocórdio que se tornou cansativo.

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Além disso, a briga judicial se arrastou demais. Lá se foram capítulos e capítulos de Malhação: Toda Forma de Amar, e a disputa ainda não saiu dos tribunais. E, claramente, não há mais fôlego para tantas audiências e nuances jurídicas. O interesse se perdeu de tal maneira que nem mesmo a chegada de Rui (Rômulo Neto), pai biológico da criança, acrescentou algum molho ao conflito.

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Seria mais interessante se Malhação conseguisse ir além dos tribunais. Afinal, a pequena Nina ainda está nos braços de Lígia e a disputa anda em círculos. O autor poderia ter explorado alguma decisão que invertesse o jogo, colocando a menina nas mãos da mãe biológica e fazendo Lígia brigar para retomá-la. Seria uma mudança de perspectiva que traria conflitos mais envolventes.

Da maneira que está, Malhação: Toda Forma de Amar chega a desperdiçar personagens que poderia render bem mais. Caso da própria Lígia, interpretada por uma brilhante Paloma Duarte, e que vem aparecendo bem pouco nos capítulos. Aliás, todos os personagens do núcleo principal se perderam diante de tramas paralelas bem mais interessantes.

Malhação: Toda Forma de Amar é uma boa temporada, sem dúvidas. Mas ela se sustenta mesmo na saga de Guga (Pedro Alves), que luta para ser aceito homossexual; a rivalidade entre Raíssa (Dora de Assis) e Nanda (Gabriella Mustafá); ou ainda as divertidas armações de Anjinha (Caroline Dallarosa). Neste contexto, a história de Rita e sua filha vai ficando cada vez menor e menos interessante.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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