Deus Salve o Rei chama a atenção pela qualidade do texto e da produção

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Antes de mais nada, é preciso reconhecer que Deus Salve o Rei, novela das sete da Globo que estreou hoje (09), é uma aposta ousada da emissora. Depois do sucesso de vários folhetins infanto-juvenis de humor inocente na faixa, o canal sai da zona de conforto e oferece, agora, um drama medieval. Trata-se de algo realmente novo no horário, que já teve fantasias a la Que Rei Sou Eu? e Bang Bang, mas é preciso lembrar que estas tinham tom satírico, ao contrário de Deus Salve o Rei.

A novela de Daniel Adjafre se passa na Idade Média e seu tom passa longe da comédia satírica, ou seja, leva a sério seu cenário e sua época. Mesmo assim, faz um paralelo com a realidade ao trazer um reino, Montemor, cuja falta de água é um problema. A água é o que une dois reinos, Artena e Montemor, que possuem boas relações e “trocam” fornecimentos de água e minério.

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Neste contexto, Deus Salve o Rei, neste primeiro capítulo, une com graça o cenário medieval e o folhetim. Em seu centro, o infalível amor entre um príncipe herdeiro, Afonso (Rômulo Estrela) e uma plebeia, Amália (Marina Ruy Barbosa). Irrigando este amor, dois reinos cujas boas relações estão ameaçadas, sobretudo em razão da princesa de Artena, Catarina (Bruna Marquezine), que não aceita tal relação amistosa. Os pilares deste bom relacionamento estão representados pelos monarcas, o rei Augusto (Marco Nanini) e a rainha Crisélia (Rosamaria Murtinho), esta última enfrentando sérios problemas de saúde.

Foi um primeiro capítulo de encher os olhos. Além da bela fotografia, cenários suntuosos e figurino caprichado, a trama fluiu bem, apresentando os personagens principais sem cair no didatismo chato. O texto de Daniel Adjafre, aliás, chama a atenção pela maturidade, com diálogos que imprimem credibilidade diante de uma temática que poderia, facilmente, cair na fantasia pura e simples. A direção de Fabrício Mamberti acerta a mão no tom da história e dos atores. E o que dizer da abertura? Linda!

Marco Nanini e Rosamaria Murtinho parecem ter nascido para interpretarem monarcas, tamanha a naturalidade que imprimiram a Augusto e Crisélia. Rômulo Estrela, depois de bons coadjuvantes, surge como um mocinho vigoroso, enquanto Marina Ruy Barbosa é uma mocinha eficiente. O elo mais fraco é Bruna Marquezine, que abusou da falta de expressão de sua vilã. Catarina, neste primeiro episódio, não convenceu muito. O destaque maior foi Johnny Massaro, excelente como o príncipe Rodolfo. Inconsequente e mulherengo, o personagem foi o responsável pelo humor deste primeiro capítulo (comédia de alta qualidade, diga-se), mas também teve momentos de drama, ressaltando a versatilidade do ator. O príncipe lembra o personagem do ator na série Filhos da Pátria, mas a semelhança não compromete o trabalho de Massaro. Foi ótimo.

Ou seja, Deus Salve o Rei tem todos os ingredientes de um bom folhetim. Uma trama bem armada e argumentada, romance e ação, e tem o extra da embalagem medieval, que faz com que a novela tenha um ar de novidade. Resta saber como será a reação do público diante de uma trama tão diferente das anteriores. A novela tem qualidades e condições de fazer sucesso.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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