De grande qualidade, versão global de Éramos Seis nada deve à do SBT

Publicado há um ano
Por Fábio Costa
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Das produções de dramaturgia inéditas da TV Globo hoje, sem dúvida Éramos Seis é a que mais agrada a este que vos escreve. Não que faltem pontos positivos a Malhação – Toda Forma de Amar, Salve-se Quem Puder e Amor de Mãe. Mas a novela das 18h, escrita por Ângela Chaves a partir de uma adaptação de Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho para o romance de Maria José Dupré, para além do elevado nível de produção que a emissora costuma oferecer ao público, narra com beleza e requinte uma história permeada de muito amor e sofrimento. No entanto, o texto e a direção, liderada por Carlos Araújo (diretor-artístico) e Pedro Peregrino (diretor-geral), fogem do simples chororô e optam pela condução dos momentos de emoção com muita elegância, sem perder a humanidade dos personagens. Passagens que envolvem figuras como Clotilde (Simone Spoladore) e Justina (Júlia Stockler) constantemente são alvo de um esmerado trabalho de fotografia e cenografia, que nos transportam para as emoções dessas mulheres. As cenas que contam os fatos da Revolução Constitucionalista de 1932 também merecem elogios. Fora a reconstituição de época. Esta versão nada deve à muito querida Éramos Seis do SBT, de 1994.

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