Dança dos Famosos chega ao fim após série de problemas e baixa repercussão

A pandemia da covid-19 atrapalhou o quadro e ofuscou a competição

Publicado há 25 dias
Por André Santana
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Lucy Ramos é, verdadeiramente, uma vencedora. Não apenas por ter levado o troféu da edição 2020 da Dança dos Famosos, como também por ter conseguido ultrapassar todos os obstáculos que surgiram ao longo da temporada. A pandemia da covid-19 acabou se mostrando um desafio muito maior que aprender novos passos de dança.

O quadro do Domingão do Faustão era uma dúvida no início da pandemia. Afinal, a dança envolve contato físico e os participantes não ficam confinados, o que aumentam as chances de contágio. Depois da elaboração de um protocolo de segurança, a Dança foi confirmada. E aí começaram os problemas.

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Os professores Gabriela Baltazar, Marcus Lombo e Léo Santos foram contaminados pelo coronavírus e precisaram se afastar. Os famosos Felipe Titto e Belutti também se ausentaram por conta da covid. Marcelo Serrado também se afastou, devido a um caso de covid em sua casa. Ele retornou mais tarde.

Curiosamente, outros problemas de saúde não relacionados ao coronavírus também atrapalharam a Dança dos Famosos. Henri Castelli foi anunciado, mas nem se apresentou por conta de uma cirurgia no tornozelo. Juliano Lahan, substituto de Castelli, descobriu um tumor benigno. Já Danielle Winits teve uma torção no tornozelo, enquanto Zé Roberto teve uma lombalgia.

Repercussão pelos motivos errados

Ou seja, foram tantos os percalços, que a Dança dos Famosos repercutiu apenas pelos inúmeros afastamentos e problemas de saúde de seu elenco. A competição em si acabou ofuscada pelo contexto da pandemia, e isso acabou afetando o desempenho do quadro.

A competição de dança ficou tão em segundo plano que o fato de, pela primeira vez, três mulheres terem conquistado uma vaga na final, nem foi celebrado como deveria. Em suma, foi uma edição apagada, tensa, que pouco divertiu. Faustão chegou a pedir desculpas ao público pelos inúmeros problemas.

É louvável a tentativa do Domingão do Faustão de seguir produzindo entretenimento inédito mesmo com uma pandemia acontecendo. Em tempos trágicos, precisamos sim destas produções. No entanto, apostar na Dança acabou se mostrando uma ideia equivocada.

O Caldeirão do Huck é um bom exemplo de programa que soube apostar em quadros novos, feitos em estúdio, e com possibilidade de distanciamento. O Domingão do Faustão precisava seguir a mesma linha, ou seja, ir em busca de novos quadros que possam ser feitos mesmo diante destas dificuldades. E a Dança poderia ter ficado guardada para quando fosse possível retornar.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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