Com The Voice duas vezes por semana, Globo reduz espaço de séries nacionais

Publicado há 3 anos
Por André Santana
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

A Globo começou a divulgar em seus intervalos comerciais a nova temporada do The Voice Brasil. O talent show retorna em julho para sua sétima temporada. Como novidade, a atração passará a ter dois episódios semanais. Além das quintas-feiras, o programa de Tiago Leifert será exibido também às terças. Com isso, as séries da emissora perdem espaço na linha de shows.

Desde que o Casseta & Planeta, Urgente! chegou ao fim, as noites de terça-feira após a novela têm sido reservadas para seriados. Na faixa, foram exibidos sucessos como Tapas & Beijos e Mister Brau, cuja última temporada foi apresentada no primeiro semestre deste ano. Além de séries de comédia, a Globo também abriu espaço para dramas neste horário, em produções como Sob Pressão, Nada Será Como Antes e Cidade Proibida.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Saiba mais: Globo confirma data de retorno do The Voice Brasil em julho na programação

Vale lembrar que a emissora também exibia séries às quintas e sextas-feiras. Na quinta, A Grande Família ocupou o horário por anos. Em suas últimas temporadas, passou a revezar o horário da primeira linha de shows com o The Voice. Na segunda linha de shows, as séries também perderam espaço para programas de variedades, como o Adnight, e para as “superséries” das 23h. Já às sextas-feiras, a faixa depois do Globo Repórter já foi um espaço para experimentação. Mas, de uns anos pra cá, o canal recorre a séries enlatadas, como Lista Negra e Máquina Mortífera.

É saudável que a Globo amplie o leque de opções de sua linha de shows. Sendo assim, o revezamento de formatos que inclui dramaturgia, jornalismo, realities e programas de auditório ajuda a oxigenar a programação. No entanto, o canal possui uma longa fila de roteiristas tentando uma brecha na programação para emplacar suas séries. Ou seja, o desafio do canal é saber equilibrar as produções de sua linha de shows, no intuito de otimizar seu extenso banco de talentos.

Séries, TV paga e streaming

Apesar da perda de espaço na grade da Globo, as séries ainda seguem com prestígio dentro do canal. Recentemente, o diretor Guel Arraes deixou o comando da direção da dramaturgia semanal e foi substituído por Silvio de Abreu. O novelista, então, escalou Gloria Perez para tocar os trabalhos da Casa dos Roteiristas da emissora, no intuito de garimpar novos projetos e incentivar a criação. Ou seja, um sinal claro de que a produção de séries está a todo vapor no canal.

Sem dúvidas, o fomento se deve porque a emissora está mirando em outras janelas de exibição de suas séries. A Globo tem produzido de olho em um novo serviço de streaming que pretende lançar. E está produzindo atrações como Assédio e Ilha de Ferro para serem lançadas nesta nova plataforma. Além disso, a TV Globo tem feito parcerias e coproduções com canais da Globosat, dando espaço para atores e roteiristas na TV paga. Um caminho um tanto interessante.

Veja também: Record corre riscos com reprise de Essas Mulheres

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio