Com recepção morna, série Z4 não empolgou

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Na noite de ontem (29), o SBT exibiu o último episódio da primeira temporada de Z4. A série, coprodução SBT, Disney e Formata, reuniu todos os ingredientes para atrair o público infantojuvenil. No entanto, a aposta que parecia certeira teve recepção morna e não empolgou, embora não tenha sido um fiasco.

Com média de audiência em torno dos 10 pontos, segundo o Kantar Ibope, Z4 teve resultado satisfatório. Entretanto, a repercussão não foi das mais grandiosas, como era esperado. Provavelmente, isso aconteceu devido ao roteiro fraco e recheado de clichês da série. Embora tenha reunido música e um elenco de apelo, Z4 contou uma história sem muitas nuances. Faltou mais sutileza e sensibilidade no desenrolar do enredo.

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Basicamente, os episódios de Z4 focaram na formação da boy band que dá nome à série. O produtor musical Zé Toledo (Werner Schunemann) tenta reerguer sua carreira e aposta suas fichas numa banda jovem formada por garotos. Ele escolhe, de maneira quase aleatória, Luca (Pedro Rezende), Paulo (Gabriel Santana), Rafa (Matheus Lustosa) e Enzo (Apollo Costa). Da escolha dos garotos até o estrelato, a Z4 passou por vários conflitos. Entre eles, o conflito de ideias entre o produtor e a banda. Mais conservador, Zé Toledo se viu obrigado a rever alguns de seus conceitos. Além disso, a Z4 tinha que driblar as armações do DJ Felipe Vasques (Diego Montez) e da bailarina Giovana (Marina Brandão). Por fim, cada um dos meninos tinha suas próprias histórias pessoais, envolvendo família, amigos e romances.

Z4 derrapou no texto, mas caprichou na produção

O ponto mais fraco da primeira temporada de Z4 foi o texto. Batido, o roteiro transformou a série num “híbrido” entre folhetim e seriado, ficando no meio do caminho entre um e outro. Acabou que a série ficou parecida com as novelas latinas produzidas para o Disney Channel, como Sou Luna e Violetta. Por isso mesmo, passou batido, pois emulava tais produções, mas não contava com a força destes títulos.

Por outro lado, a produção da Formata foi um acerto. Z4 reuniu um bom time de atores, fazendo bom uso de veteranos e revelando bons novatos. A direção de Márcio Trigo também foi bastante correta. Cenários e fotografia criaram uma atmosfera colorida e visualmente confortável. O apuro visual foi certeiro.

Resta saber se Z4 terá vida fora da TV. A ideia era fazer uma turnê de verdade com a banda e engatar uma segunda temporada. O desempenho das canções da Z4 nas plataformas digitais é quem vai ditar os rumos da boy band, dentro e fora das telas.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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