Com No Limite de ex-BBB’s, Globo “flerta” com A Fazenda

Assim como a Record TV, Globo "recicla" participantes de realities

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Quando abriu espaço para famosos no BBB, com o chamado “Camarote”, a Globo se rendeu à fórmula que funciona bem em A Fazenda, da Record TV. Ao apostar num elenco de nomes conhecidos (ou quase), aumenta-se a chance de engajamento, além de alimentar o interesse sobre como se comporta um artista ao ser filmado 24 horas.

Pois com a nova versão de No Limite, esta comparação fica ainda mais evidente. Afinal, o reality show rural nunca escondeu seu apreço por ex-participantes do Big Brother. Além disso, a Record TV aperfeiçoou-se, nos últimos anos, na “reciclagem” de ex-participantes de realities. Há uma verdadeira peregrinação dos mesmos nomes pelos inúmeros programas do segmento.

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Eis que a Globo, que anda fornecendo muita matéria-prima para a concorrência, decide fazer o mesmo ao resgatar No Limite. O reality de aventura, que fez sucesso no ano 2000, volta ao ar buscando alcançar, novamente, frisson da primeira temporada. Para quem não se lembra, a atração foi uma verdadeira febre em sua estreia, mas não conseguiu repetir o sucesso nas edições posteriores.

No Limite é um formato muito bom. O programa diverte ao colocar seus participantes em situações extremas, com provas difíceis e condições de convivência precárias. Ou seja, é um formato que tem apelo por si só. Mas, ao colocar ex-participantes do BBB na disputa, o programa aumenta a chance de engajar o público, que reconhece aqueles rostos e torce por eles. Foi uma boa ideia.

Estreia

O programa de estreia trouxe tudo o que o público que assistia à atração há 20 anos se lembra bem. A disputa de tribos, com seus conflitos internos e externos, foi estabelecida. A formação de times ajuda o público a se envolver com a disputa.

O elo mais fraco da estreia foi André Marques, que não mostrou energia à frente da disputa. Em determinadas situações, o apresentador parecia mais cansado do que os participantes. Claro, não deve ser fácil comandar uma disputa de horas embaixo de um sol de rachar. Mas quem se lembra de Zeca Camargo no comando das edições anteriores sabe que é possível um maior vigor.

No entanto, a nova edição acerta ao manter o formato original, sem a participação do público na eliminação. Na quarta temporada, exibida em 2009, No Limite tentou imitar o BBB e envolver a audiência nas eliminações, o que não se mostrou justo. Afinal, o programa é uma disputa de força e resistência, e não de quem tem mais fãs.

Se o público vai se envolver mesmo ficando “de fora”, não se sabe. Mas No Limite tem condições de manter o interesse do espectador do BBB, enquanto um novo confinamento na mansão do Projac não acontece. A conferir.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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