Com Marcos e Dora, A Vida da Gente desmistifica o amor idealizado

A trajetória do casal mostra que nem sempre há final feliz

Publicado em 28/7/2021
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Entre as várias boas tramas paralelas de A Vida da Gente, a história de amor de Dora (Malu Galli) e Marcos (Angelo Antonio) é uma das mais interessantes. Isso porque o texto de Lícia Manzo dá ao público a chance de acompanhar um romance que nasce, se desenvolve e morre diante de seus olhos.

No início da trama, Marcos e Dora vivem relacionamentos conturbados. Ele é um homem que se viu reprimido pela esposa, Vitória (Gisele Fróes), que sustenta a casa e o trata praticamente como capacho. Já ela vive com um marido ausente, que trabalha em outra cidade e raramente está ao seu lado.

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Assim, quando eles se conhecem, a atração é inevitável. Marcos encontra em Dora a compreensão que buscava em Vitória. Enquanto isso, Dora vê em Marcos um homem dedicado aos filhos e à família, algo que seu marido não é. Com isso, a paixão entre os dois explode. E, entre idas e vindas, eles se separam de seus respectivos cônjuges e começam a viver juntos.

Porém, o que parecia a vitória do “felizes para sempre” se revela um relacionamento desgastado. O amor de Marcos e Dora não resiste à realidade, quando a convivência passa a mostrar aos dois quem de fato eles são. Com isso, o casamento deles vive em constante desequilíbrio.

Vitória

Chama a atenção toda a história de Marcos. Como ele começa a história casado com a implacável Vitória, que o tratava com uma frieza assustadora, era possível se compadecer de sua situação. No entanto, quando ele se separa da treinadora, fica claro que, na verdade, o problema de Marcos é ele mesmo.

Como Vitória é uma mulher difícil, a impressão inicial era de que Marcos era um reprimido. Mas, quando Marcos se separa e se envolve com Dora, ele é quem se revela um fraco. Marcos tem dificuldades sérias em lidar com a realidade, como um “eterno sonhador”. Com isso, acumula fracassos e passa todo o tempo pedindo compreensão.

E é isso que Dora descobre ao se casar com ele. Ela vê que o namorado não é capaz de assumir as rédeas da própria vida, está sempre buscando algo “maior” e se recusa a aceitar os trabalhos que lhe oferecem. Com isso, nunca conseguiu emplacar uma carreira e está sempre dependendo da esposa.

Já Dora é uma mulher equilibrada que, de repente, se vê cansada da vida instável que leva com Marcos. E é este descompasso que leva o casal a se desfazer de vez na reta final da trama de Lícia Manzo.

Ou seja, com a história de Marcos e Dora, A Vida da Gente desmistifica o amor idealizado. A novela mostra como um romance que começa cheio de afeto pode descambar para um relacionamento mal ajambrado quando a realidade bate à porta. Nem sempre a vida proporciona um final feliz a um amor tão bonito.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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