Com “embate” entre Juca de Oliveira e Sergio Mamberti, Flor do Caribe valoriza veteranos

Rivalidade entre Samuel e Dionísio proporciona grandes momentos na trama das seis

Publicado há um mês
Por André Santana
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Um dos bons motivos para assistir à edição especial de Flor do Caribe é a presença de atores veteranos em bons personagens. A novela de Walther Negrão foi muito feliz na escalação de seu elenco e, principalmente, na concepção dos personagens de idade mais avançada. A trama traz grandes nomes vivendo tipos que movimentam a história.

Apesar de o carro-chefe da trama praiana ser o romance dos jovens Ester (Grazi Massafera) e Cassiano (Henri Castelli), Flor do Caribe tem um pano de fundo inusitado, e que funciona muito bem. A trama fala dos horrores do nazismo, por meio do drama de Samuel (Juca de Oliveira). Além de ser o pai da mocinha, o personagem vive o drama de ser atormentado pelas terríveis lembranças da guerra.

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Do outro lado, o avô do vilão Alberto (Igor Rickli), Dionísio (Sergio Mamberti). Se Alberto é ruim, é porque teve a quem puxar. Dionísio é homem mal, que manipula e destrata quem atravessa o seu caminho. Aos poucos, o passado do personagem vai sendo revelado, e descobre-se que ele é um agente nazista. E que foi o responsável pela destruição da família de Samuel.

Ou seja, há uma rivalidade histórica entre Samuel e Dionísio. E este embate permite que dois medalhões da teledramaturgia brilhem, em cenas intensas e cheias de significado. Embora quase não se encontrem em cena, Juca de Oliveira e Sergio Mamberti ditam os rumos da novela.

E a presença de Mamberti valoriza ainda mais o embate. Afinal, o público já se acostumou a ver Juca de Oliveira em bons papéis, como em O Clone (2001) ou Avenida Brasil (2012). Mas Sergio Mamberti, o eterno Doutor Victor do Castelo Rá-Tim-Bum (1994), fez carreira em novelas com tipos coadjuvantes bonachões não muito intensos. Desta vez, ele teve a chance de mostrar uma nova faceta, como um vilão realmente cruel. Sem dúvidas, um de seus melhores momentos em folhetins.

Outros veteranos

Juca de Oliveira e Sergio Mamberti são praticamente coprotagonistas de Flor do Caribe. Mas a trama com outros veteranos, que também rendem bons momentos. Laura Cardoso, parceira de longa data de Negrão, vive Dona Veridiana, que também ocupa um bom espaço na novela.

Bete Mendes, uma atriz bissexta, vive Olívia, a mãe de Cassiano. E a veterana emociona como esta matriarca, que enfrenta uma série de dramas ao longo da história.

Flor do Caribe não é um clássico, mas é uma novela simpática, bem construída e com uma direção sofisticada e eficiente. E a presença destes veteranos valoriza ainda mais a história, oferecendo entretenimento com algo a mais na faixa das seis da Globo.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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