Cidade dos Homens peca ao repetir fórmula de temporada anterior

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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O primeiro episódio da nova temporada de Cidade dos Homens, exibido na noite de ontem (02) na Globo, começou muito bem. Misturando realidade e ficção, a trama teve início mostrando a violência enfrentada pelas escolas e estudantes das comunidades cariocas. É Laranjinha (Darlan Cunha) e Acerola (Douglas Silva) sempre em sintonia com a contemporaneidade, e agora na fase adulta.

No entanto, a violência nas escolas serviu como uma maneira de promover o reencontro dos protagonistas com o amigo João Victor (Thiago Martins), que agora é médico. O ressurgimento do personagem fez com que Cidade dos Homens promovesse um grande flashback, mostrando boa parte do episódio “Tem que Ser Agora”, exibido em 2003, no qual Laranjinha, Acerola e João Victor faziam de tudo para perder a virgindade. Apenas no final do episódio voltamos ao presente, e com um gancho e tanto: Laranjinha reencontra Poderosa (Roberta Rodrigues), a mãe de seu filho que o abandonou.

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A retomada de Cidade dos Homens, no ano passado, foi realmente uma ótima ideia. A atração mostrou ao público que cresceu acompanhando as desventuras de Laranjinha e Acerola como estão os meninos hoje. Na temporada de quatro episódios, três deles foram uma espécie de “reprise requentada”, mostrando momentos do presente costurados por grandes trechos de episódios mostrados na safra original, exibida entre 2002 e 2005. Ou seja, foi uma simpática e eficaz maneira de mostrar os melhores momentos desta série tão emblemática, ao mesmo tempo em que trazia novas histórias nos dias de hoje.

Com o bom resultado da temporada do ano passado, Cidade dos Homens retornou em 2018 para mais quatro episódios. O que seria interessante, se a temporada ficasse mais focada no tempo presente. Afinal, os conflitos adultos de Laranjinha e Acerola também são dignos de serem mostrados. Mas, estranhamente, optaram por seguir o formato do ano passado, com mais repetecos de episódios quase na íntegra da temporada original. O tempo presente, então, fica restrito às aberturas e encerramentos de episódios.

Uma pena. A fórmula funcionou bem em 2017, até porque haviam se passado mais de dez anos desde que a audiência tinha visto Laranjinha e Acerola pela última vez. Mas agora, já está tudo bem fresco na memória do público. Se a ideia é continuar a saga de Cidade dos Homens, melhor seria “esquecer” o passado e seguir adiante. Do jeito que está, ficou cansativo.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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