Caverna do exílio é o principal acerto da Ilha Record

A novidade é uma "evolução" do paredão falso do BBB

Publicado em 1/9/2021
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Na reta final, Ilha Record mostrou-se um acerto da Record TV. O reality show conseguiu o feito de, mesmo gravado, instigar o público, de modo a manter a curiosidade do espectador sempre ligada. E a “caverna do exílio”, uma das novidades do formato criado pela emissora, revelou-se o trunfo desta empreitada.

Ilha Record é um apanhado de realities. Os elementos que compõem a dinâmica da criação da emissora são, na verdade, ideias recicladas de outros programas do gênero. Neste contexto, a caverna do exílio é uma espécie de “paredão falso” do BBB, no qual um jogador vai parar num quarto onde tem acesso às câmeras do programa e, depois, volta com informações privilegiadas.

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No entanto, no reality da Record, o exílio revelou-se uma evolução do quarto do paredão falso. Isso porque a caverna está no jogo desde o início. O local vai reunindo os eliminados da competição, ou seja, nenhum personagem sai do jogo de fato. Deste modo, quando um jogador vai parar no exílio, ele ainda aparece constantemente no programa. Assim, não se corre o risco de perder alguém importante para a narrativa.

Dinei, o primeiro eliminado do Ilha Record, mostrou-se um excelente exilado. Quando esteve sozinho na caverna, o jogador fazia caras e bocas, reclamava e praguejava contra tudo o que via nos telões do exílio. Mais adiante, outros jogadores se juntaram a eles, formando um grupo que assistia a tudo sempre de maneira espirituosa. Isso fez da caverna uma atração à parte, tão interessante quanto o próprio jogo em si.

O exílio também serviu para fazer aparecer personagens que estavam apagados na pousada. Mirella, por exemplo, foi considerada “planta” numa dinâmica e acabou sendo exilada. Mas, na caverna, ela acordou e se mostrou uma figura interessante. Ou seja, deixou de ser a planta.

Por fim, mas não menos importante, o exílio também serviu como uma “repescagem”, levando dois eliminados de volta ao jogo. Aí sim, a comparação com o quarto do BBB fica mais evidente, já que voltaram à briga dois concorrentes cheios de informações privilegiadas. Dinei e Mirella ganharam uma vantagem e tanto na reta final.

Ou seja, dentre tantas propostas do formato criado pela Record, a caverna do exílio mostrou-se a melhor das “criações” (ou a melhor “reciclagem de ideias”). Resta saber se na segunda temporada o artifício funcionará tão bem quanto funcionou nesta primeira, já que o fator surpresa foi determinante para que o exílio se tornasse tão bem-sucedido.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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