Casamento às Cegas deixa de lado casal de apresentadores

Camila Queiroz e Klebber Toledo aparecem no início e só ganham maior presença na reta final do reality show

Publicado em 18/10/2021 19:24
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Casamento às Cegas – Brasil, que estreou em 6 de outubro na Netflix, reúne todos os ingredientes de um reality show de sucesso: elenco bem escolhido, capricho nos cenários e locações, edição dinâmica, emoção à flor da pele.

No entanto, para quem ainda não estava acostumado ao formato da atração e não tinha visto a versão dos Estados Unidos, faltou logo de cara uma melhor explicação e encadeamento das situações, principalmente nos primeiros episódios.

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Essa versão século 21 do antigo Namoro na TV parece de início um tanto confusa para quem se acostumou ao estilo Silvio Santos de conduzir encontros amorosos.

O lindo casal da vida real Camila Queiroz e Klebber Toledo aparece no início, com uma apresentação muito burocrática do programa, e depois praticamente some dos episódios, retornando apenas na reta final.

Os dois têm um desempenho mais ativo apenas no oitavo episódio, onde aparece alguma interação entre eles e os participantes durante as provas de escolhas dos vestidos das noivas e trajes dos noivos.

A Netflix guardou os capítulos finais para a partir desta quarta-feira (20).

A psicóloga Luana Braga, participante de Casamento às Cegas – Brasil, reality show da Netflix. Foto: Reprodução/Trailer Netflix

Experimento

Entendida a dinâmica da atração, o espectador acaba se envolvendo com as histórias pessoais de cada um dos pretendentes.

Tudo é um “experimento” — os participantes dizem isso o tempo todo, sabe-se lá o que isso significa. Eles assinaram contratos para serem cobaias, será isso?

Dez rapazes e dez moças toparam participar dessa espécie de encontro no escuro, onde começam conversando com possíveis parceiros em cabines isoladas, separados por uma parede, sem vê-los.

Cada um vai anotando em um caderninho as impressões que absorve sobre o outro, até escolher o seu pretendente.

O caderninho, ao lado de um copo de bebida, está sempre à mão dos participantes nas cabines, onde conversam sobre intimidades de modo a descobrir afinidades e diferenças.

Afinal, o sonho de achar a alma gêmea é uma aspiração genuína do ser humano.

Mas quando um participante se utiliza disso para chegar à fama, pode haver aí também uma armadilha.

Se na vida real os relacionamentos amorosos já são julgados pela sociedade, imagine com a exposição em um reality show?

Sem roteiro

A bancária Dayanne Feitoza, participante do Casamento às Cegas – Brasil, reality show da Netflix. Foto: Reprodução/Trailer Netflix

Como todo programa não roteirizado, a fluidez da atração depende das histórias desenvolvidas por cada um dos participantes.

Nesse quesito, há um prato cheio de perfis de gente diferente querendo se entender e se desentendendo diante das câmeras. Tem vaidade à solta como em todo reality show e muito romantismo de um lado e pieguice de parte à parte.

As mancadas, pisadas de bola e posicionamentos conflitantes dos dois lados são essenciais no programa. De um lado, pode haver incompreensão e feminismo exacerbado fora de contexto; do outro, machismo e preconceito.

Quando há reciprocidade nas escolhas, acontece o famoso “match”: deu jogo.

Cinco pares

A partir daí, cinco casais foram formados e seguiram adiante no programa.

A Netflix não mostrou os demais participantes, nem explicou o destino deles.

O espectador ficou sem saber se houve formação de outros pares ou não ou se suas histórias serão aproveitadas em outra temporada do reality.

Ao saírem do confinamento inicial, os casais passam a viver primeiro num hotel fazenda, depois num apartamento alugado pela produção.

Os casais que seguiram até as etapas finais do programa são: Rodrigo Vaisemberg (investidor) e Dayanne Feitoza (bancária), Nanda Terra (profissional de beleza) e Thiago Rocha (professor de paraquedismo), Carol Macedo (advogada) e Hudson Mendes (gestor de projetos), Ana Prado (modelo) e Shayan (comerciante), e Luana Braga (psicóloga) e Lissio Fiod (empresário).

O gestor de projetos Hudson Mendes, participante do Casamento às Cegas – Brasil, reality show da Netflix. Foto: Reprodução/Trailer Netflix

Independentemente do desfecho, dos casais que topem ir até o final para realizar o objetivo do programa, o reality show já ficou entre os programas preferidos do público no Brasil neste período, o que dá muita chance de ganhar novas temporadas.

Para as próximas, fica a dica para a produção da Netflix: já que se trata de um reality no streaming e não na TV aberta, que tal abrir um poucos mais, possibilitando mais diversidade de gênero, idade e padrão físico e de beleza dos participantes?

Nessa primeria temporada, os casais escolhidos eram todos heteronormativos, todo mundo muito bonito e em forma e só gente jovem — os mais velhos na casa dos 30 anos.

O trailer do programa pode ser visto aqui

** Informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de sua autora e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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