Canta Comigo é bom, mas disputa atenção do público com The Voice

Publicado há 2 anos
Por André Santana
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Estreia da noite de ontem (18) da Record, Canta Comigo é mais um talent show musical a desembarcar na TV aberta brasileira. A atração comandada por Gugu Liberato não é muito diferente de outros programas no segmento, mas diverte. O fato de o competidor ter que cantar diante de uma banca formada por 100 pessoas confere a tensão e o nervosismo que fazem o formato entreter e emocionar.

Canta Comigo tem o trunfo de valorizar o talento, ao invés de se ater aos candidatos “bizarros” que faziam sucesso em programas como Ídolos. Sendo assim, que se viu na estreia foi uma seleção de bons cantores, que apresentaram um repertório variado. Eles enfrentaram uma “parede” tomada pelos 100 jurados, formado por figuras um tanto, digamos, “variadas”. Assim, aparecem lado a lado nomes como Sula Miranda, Felipe Dylon, a dupla Pepê & Neném, Andréa Sorvetão e Rafa Mussolini, a “blogueira sertaneja”.

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A dinâmica do programa é simples. O candidato precisa fazer levantar e cantar com ele o maior número possível de jurados. Os três mais bem avaliados ficam no palco, sendo que o primeiro vai para a semifinal, e os outros dois disputam outra vaga num duelo. Quem conseguir fazer com que os 100 jurados se levantem vai direto para a final do programa. A cantora Naheda Beydoun alcançou tal feito já na estreia e está na final. Ou seja, foi um início que conseguiu empolgar quem assistiu.

Mas nem tudo são flores no Canta Comigo. As conversas que acontecem entre os jurados durante as apresentações passam longe da espontaneidade. As imagens deles “confraternizando” num lounge entre uma apresentação e outra também parecem bem forçadas. Além disso, Gugu Liberato está incrivelmente mal aproveitado. Sua participação nesta estreia foi apagada e bem distante do baita animador que ele é. O que chega a espantar, tendo em vista que Gugu parece bem menos “estranho no ninho” num musical do que num reality de casais. E, mesmo assim, sua performance no Power Couple foi mais interessante.

Canta Comigo x The Voice

Outro problema do Canta Comigo é que ele estreou um dia depois do lançamento da sétima temporada de The Voice Brasil, na Globo. A atração da Globo terá, agora, dois episódios por semana, às terças e quintas. Com o Canta Comigo às quartas, o espectador terá competições musicais quase toda noite. Sem dúvidas, isso pode desencadear uma “overdose” do formato.

Além disso, a proximidade com o The Voice faz com que a comparação seja inevitável. E, na prática, os dois programas têm muitas semelhanças. Enquanto na Globo o candidato se esforça para que os técnicos virem a cadeira, na Record o esforço é para fazer com que os jurados se levantem. Ou seja, os dois canais também precisam convencer o espectador a se levantar ou virar a cadeira para eles.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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