Cansativa, Ilha Record é uma grande reciclagem de outros realities

O programa mistura elementos de BBB, A Fazenda, No Limite e De Férias com o Ex

Publicado em 27/7/2021
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Anunciado como um formato original da Record TV, Ilha Record é, na realidade, mais do mesmo. O novo reality show apresentado por Sabrina Sato nada mais faz do que reunir elementos já vistos na grande maioria dos realities de confinamento. É uma colcha de retalhos, que costura ideias já vistas antes.

Mais uma vez, a emissora confina “celebridades”, que terão que conviver enquanto disputam provas. Ou seja, é o mesmo que acontece no BBB, A Fazenda, Power Couple e até Made In Japão, do ano passado. A diferença é que, agora, a casa não é uma mansão/estúdio, nem uma sede de fazenda. É uma bela pousada à beira mar.

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A ideia de Ilha Record é que os participantes disputem provas e juntem um mapa do tesouro. Ao final, os “sobreviventes”, com o mapa em mãos, terão que encontrar um tesouro numa ilha. Já os eliminados não saem do jogo: eles ficam numa caverna, onde poderão observar os companheiros e influir no andamento da competição.

Divididos em equipes, os confinados participam de provas em busca destes pedaços do mapa. E as provas, que parecem gincanas grandiosas instaladas em meio a um cenário praiano, remetem ao No Limite. Já o fato de os eliminados influírem no jogo dentro de um espaço onde podem vigiar os demais parece um elemento “livremente inspirado” no paredão falso do BBB.

Como reciclagem pouca é bobagem, o Ilha Record ainda tem a figura do Guardião, que aparece a qualquer momento com mensagens aos participantes. Ou seja, ele é uma espécie de “encarnação” do Tablet do Terror, item que dita os rumos do De Férias com o Ex, da MTV. Em suma: não há nada no Ilha Record que já não foi visto anteriormente.

Cansaço

A Record TV se arrisca ao apostar em mais um reality show de confinamento. Ao exibir Ilha Record entre as temporadas de Power Couple Brasil e A Fazenda, a emissora promove uma overdose do formato. Por mais que as propostas sejam diferentes, o andamento do jogo acaba sendo parecido. Os episódios são recheados de conversas sobre votação, conchavos e brigas.

Mas Ilha Record não é de todo ruim. O programa conta com uma boa estrutura, é bem-feito e tem um ritmo envolvente. A apresentadora Sabrina Sato parece à vontade na função, embora não tenha espaço para sair do protocolo. Ao menos, parece mais animada que André Marques em No Limite, o que já é uma vantagem.

Assim, mesmo sendo uma grande reciclagem de tudo o que já foi feito em reality show, Ilha Record tem inegável apelo e deve entreter os fãs do gênero. Mas a emissora poderia pensar em maneiras de não emendar um reality de confinamento atrás do outro, buscando um descanso. Num outro momento, Ilha Record poderia ter uma recepção melhor.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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