Canais jornalísticos passam o feriado nas manifestações

Para acompanhar em tempo real os atos, só com CNN Brasil, BandNews, GloboNews ou Record News

Publicado em 07/09/2021 20:23
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Como os canais da TV aberta não alteraram sua grade de programação no feriado, coube à TV por assinatura registrar ao longo do dia as manifestações do 7 de Setembro direto e ao vivo. Para alegria ou desespero de apoiadores ou opositores do governo, cada canal aborda os acontecimentos de acordo com seu viés político.

BandNews, CNN Brasil, Globonews e Record News, as quatro principais emissoras nacionais de jornalismo 24h na nossa televisão por assinatura, passaram o feriado cobrindo os movimentos, com destaque para Brasília/DF pela manhã e São Paulo/SP na parte da tarde. Houve flashes de outras concentrações, em especial Rio de Janeiro/RJ.

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Suas equipes, repórteres, âncoras e comentaristas ficaram o dia todo à mercê dos atos, mas as imagens captadas pelos drones foram a grande vedete do dia, dada sua capacidade de nos darem as dimensões do público. Enquanto isso, nas maiores redes abertas, a cobertura dos atos ficou restrita aos noticiários de linha, nos horários fixos dos telejornais.

O viés político da abordagem — como tem sido toda a cobertura sobre este governo, principalmente nos últimos dois anos –, ficou mais explícito com Globonews e Record News.

Cada uma delas reforçou, respectivamente,  o seu lado editorial de oposição ou apoio ao atual governo. Ambas replicam com ênfase na TV por assinatura o que ocorre nas suas naves-mãe, TV Globo e Record TV.

Enquanto a Globonews tratou claramente as manifestações pró-Bolsonaro como movimentos antidemocráticos, a Record News abordou os atos como predominantemente pacíficos e ordeiros.  

“Manifestantes fazem ato com pautas antidemocráticas em São Paulo”, cravava a chamada da GloboNews. Já a Record News criava expectativa para o discurso do presidente na Avenida Paulista: “Em instantes: Bolsonaro discursa na Paulista”.

BandNews e CNN Brasil caminharam, por assim dizer, mais por uma terceira via, buscando na medida do possível uma cobertura imparcial, ainda que na primeira se note uma tendência de oposição ao governo e, na segunda, um maior apoio.

A BandNews estampou: “Ato a Favor do Governo Bolsonaro – Manifestações Neste Momento pelo País”. 

Também a CNN Brasil partiu para uma abordagem mais generalista: “Feriado tem manifestações pelo Brasil”.

De véspera

Sobre a CNN Brasil, vale destacar como a emissora cobriu em cima do lance os inesperados acontecimentos da véspera na capital federal.

Na virada da noite da segunda-feira (6) para o feriado da terça-feira (7), os manifestantes que estavam chegando a Brasília derrubaram grades que isolavam o acesso à Praça dos Três Poderes e Esplanada dos Ministérios.

Quem sintonizava a CNN Brasil teve a chance de ver as imagens quentes do avanço de caminhões e carros já no início da madrugada, inclusive com a frustrada ação da polícia militar na tentativa de conter os manifestantes. Um policial chegou a sacar um revólver, sem, no entanto apontar para ninguém.  

Feriado

Contudo, o feriado do 7 de Setembro começou bem mais tranquilo do que prometiam os acontecimentos da véspera.

Todos os canais de jornalismo cobriram as manifestações pela manhã, a subida no caminhão de som com o discurso e o passeio do presidente Jair Bolsonaro em carro aberto (com Nelson Piquet ao volante).  

Já no período vespertino, a expectativa foi grande pela viagem do presidente e sua comitiva à Avenida Paulista, em São Paulo.

As redes de TV se postaram ali à espera do helicóptero presidencial que traria Bolsonaro para o segundo discurso da data festiva direcionado aos seus apoiadores.

Todas as emissoras tiveram dificuldades técnicas para a captação do discurso, mas a GloboNews foi a que melhor conseguiu destacar os principais trechos no alto do carro de som.

A GloboNews teve ao longo da tarde entradas ao vivo da outra manifestação que acontecia em São Paulo. De porte bem menor, ela ocorreu paralelamente ao ato pró-Bolsonaro e contou com a presença de partidos de oposição e grupos sindicais, bem longe da Avenida Paulista, no Vale Anhangabaú.  

* As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de sua autora e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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