Boa novela, reprise de Novo Mundo foi ofuscada pelo noticiário

A "concorrência" com a pandemia não fez bem à novela das seis

Publicado há 2 meses
Por André Santana
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Em sua primeira exibição, em 2017, Novo Mundo rendeu ótimos resultados à Globo. Folhetim de época eficiente, a trama escrita por Alessandro Marson e Thereza Falcão foi feliz ao unir melodrama e História do Brasil, transformando nomes históricos em excelentes personagens de novela.

No entanto, curiosamente, o encanto da primeira exibição não se repetiu nesta reapresentação, que aconteceu em razão da suspensão da gravação de novelas nos Estúdios Globo, por causa da pandemia. O gracioso casal formado por Dom Pedro I (Caio Castro) e Leopoldina (Letícia Colin) não causou o mesmo frisson da exibição original.

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Porém, vale lembrar que esta reprise de Novo Mundo esteve longe de ser um fiasco. A novela manteve o horário das seis da Globo num patamar aceitável, com uma média de acordo com o trilho que se espera da faixa.

O “problema” maior foi a comparação com as demais novelas. Totalmente Demais é um fenômeno, que conquistou uma plateia maior que em 2015. E Fina Estampa é uma trama popular de grande apelo, que ainda toca grande parte dos espectadores.

Novo Mundo, embora tenha suas qualidades, não conseguiu se mostrar como um clássico capaz de repetir seu sucesso. A reprise mostrou que a novela conquistou o público naquele período, mas não deixou saudades a ponto de trazê-lo de volta com a mesma empolgação nesta reapresentação.

Sol que me faltava

Além disso, Novo Mundo tem um tom mais formal e soturno que as demais novelas em reapresentação. Neste momento de pandemia, onde muitos estão tensos e procurando relaxar, os dramas históricos e a ambientação escura acabaram sendo ofuscados pelo noticiário, que anda mais duro e tenso que o normal.

Ou seja, quem buscou refúgio numa novela, preferiu algo mais leve, como Totalmente Demais e Fina Estampa, duas histórias mais “solares”. E que, de quebra, são quase “contos de fadas” modernos.

Por isso, a escolha por Flor do Caribe para substituir Novo Mundo parece uma decisão acertada. A trama de Walther Negrão é leve, com belas paisagens praianas e muitos atores bonitos de (pouca) vestimenta despojada.

É uma história capaz de acalentar o coração da audiência e prepará-la para Nos Tempos do Imperador, que repetirá a fórmula de Novo Mundo. Mas, esperamos, que seja num contexto no qual o público já esteja pronto para embarcar novamente numa trama histórica.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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