Betty, a Feia em NY chega ao fim sem empolgar no SBT

Ao contrário das demais versões, este remake obteve recepção morna no Brasil

Publicado há 2 meses
Por André Santana
Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Num ano de poucas novidades no SBT, Betty, a Feia em NY estreou como um sopro de vitalidade na grade do canal de Silvio Santos. Apesar de ser mais um enlatado, a produção trouxe um conteúdo inédito à faixa Novelas da Tarde, quase sempre tomada por reprises. E, além de inédito, trouxe um produto com uma roupagem moderna, diferente do que o público da emissora está acostumado.

A trama em si não é inédita. Trata-se de mais uma versão do clássico Betty, a Feia. Remake da obra de Fernando Gaitán que transportou a saga da secretária eficiente, mas pouco vistosa, para Nova York, a trama ganhou uma atualização das mais interessantes. Betty, a Feia em NY manteve a proposta da versão original, mas se mostrou mais antenada com os tempos modernos.

Continua depois da publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Ou seja, tinha tudo para dar certo. Afinal, todas as versões de Betty, a Feia exibidas no Brasil tiveram boa recepção. A versão original, exibida pela RedeTV! em 2002, foi um divisor de águas na emissora, colocando o então novato canal na disputa pela vice-liderança na audiência. Já as versões mexicana e estadunidense foram ao ar no SBT, também com bons resultados. Enquanto isso, a Record TV fez sua própria versão, Bela, a Feia, cuja reprise no ano passado incomodou o SBT.

Mas, curiosamente, Betty, a Feia em NY não alcançou grande repercussão na TV aberta brasileira. Mesmo com todas as qualidades já citadas, como a inteligente atualização e a produção caprichadíssima, a novela teve uma recepção morna no país. Por que será?

Made in México

O conservadorismo do público das Novelas da Tarde do SBT pode explicar o desempenho mediano. Trata-se de uma plateia formada pelo “supra sumo” das novelas da Televisa, que, normalmente, são dramalhões exacerbados, com aquele visual irresistivelmente cafona das novelas mexicanas.

Enquanto isso, Betty, a Feia em NY, uma produção da americana Telemundo, fez uso de uma iluminação mais naturalista, cenários realistas e uma ambientação que a aproximava de uma estética cinematográfica. Ou seja, tinha “cara de série”. A diferença estética pode ter causado estranhamento no público da emissora.

Felizmente, o desempenho mediano de Betty, a Feia em NY não fez o SBT recorrer a outra reprise com mais garantia de audiência. Sua substituta, que já está no ar, é a mexicana Quando me Apaixono, com uma pegada bem mais familiar aos fãs das novelas tradicionais. É importante que a emissora mantenha conteúdo inédito no horário, ainda mais neste momento de pandemia, no qual a TV já está saturada de reprises.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

Publicidade

Carregando...

Não foi possível carregar anúncio

Carregar mais