Aurora, Cândida, Edinalva: a importância das mães das protagonistas de A Força do Querer

As três personagens são fortes e contam com atrizes à altura

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Um dos grandes acertos de A Força do Querer é a sua estrutura baseada em três perfis femininos. A trama se encontra (e se desencontra) a partir das relações estabelecidas por Ritinha (Isis Valverde), Jeiza (Paolla Oliveira) e Bibi (Juliana Paes). São tipos distintos, mas que têm seus pontos em comum.

Uma característica que une estas três mulheres é o fato de todas terem sido criadas por suas mães, sem a presença de um pai. E são três mães de forte personalidade, o que ajuda a explicar os motivos que movem as protagonistas da novela de Gloria Perez.

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Aurora (Elizângela) é a mãe mais “sofredora”. Batalhadora, passou seus valores de mulher íntegra à filha Bibi, que construiu uma vida baseada neles. No entanto, em algum momento, Bibi se desviou deste caminho, e obrigou sua mãe a assistir a derrocada. Começa então o calvário de Aurora, que sofre horrores enquanto tenta abrir os olhos da filha.

Cândida (Gisele Fróes) é uma mulher livre e independente. Este seu lado firme e decidido passou à filha, Jeiza, que é firme em seus propósitos e também constrói sua vida sem depender de ninguém. A presença de Cândida reafirma a origem da força de Jeiza, e as duas juntas servem como ponto de equilíbrio uma a outra.

Enquanto isso, Edinalva (Zezé Polessa) é uma figura cômica, mas cheia de artimanhas para se dar bem. E ela reflete isso em sua filha, Ritinha, a quem tenta controlar. Mas, assim como ela, Ritinha não tem controle. Por isso, a relação entre as duas é construída na base da explosão, mas também de cumplicidade.

Grandes atrizes

Ou seja, com A Força do Querer, Gloria Perez construiu um tratado sobre o feminino contemporâneo, apostando em três mulheres que fogem da fórmula da mocinha típica. O amor está presente na vida de todas elas, mas não é isso que as movem.

Neste contexto, a presença das três mães das mocinhas ajuda a explicar quem são elas e porque elas agem como agem. Além disso, são figuras um tanto marcantes, que ganharam contornos bem delineados. E, de quebra, ganharam três intérpretes à altura.

Elizângela vive em A Força do Querer um de seus melhores momentos na TV, tamanha a sua entrega ao drama de Aurora. Gisele Fróes mostra versatilidade, dando uma pitada cômica à sua Cândida que foi pouco vista em sua trajetória na TV. E Zezé Polessa dispensa apresentações, dando vida a uma personagem que parece feita sob medida.

Assim, com estas personagens dando suporte às protagonistas, A Força do Querer reforça a construção das figuras femininas que tão o tom à novela. E este é um dos motivos que fizeram da trama um grande sucesso em 2017.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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