Apressado e sem emoção, Game dos Clones não diz a que veio

Formato rígido não permite que o público se envolva na disputa

Publicado há um mês
Por André Santana
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A Record TV segue em sua saga de “encaixotar” apresentadores no qual a espontaneidade é sua marca registrada. Sabrina Sato, mais uma vez, ganha um programa que nada tem a ver com ela para comandar. E Game dos Clones, sua nova empreitada, nem ao menos é um formato interessante, o que poderia compensar a falta de espaço. A atração é “gelada”, incapaz de envolver o espectador.

Game dos Clones é uma variação dos famosos programas de namoro. Ele segue o modelo “resta um”, no qual um protagonista vai eliminando candidatos ao longo do episódio. Ou seja, na prática, é uma versão mais “grandiosa” de formatos como o Xaveco, do SBT, ou o Fica Comigo, da antiga MTV Brasil.

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O diferencial é o fato de os candidatos serem fisicamente iguais. A proposta é até interessante, afinal, se o aspecto físico não conta pontos, a escolha se dará pelas diferenças entre as personalidades dos concorrentes. Mas, na prática, isso não funciona. O episódio é apressado demais, com provas acontecendo a todo o momento. Isso faz com que o espectador não se envolva com a escolha do protagonista.

Afinal, o espectador vê apenas concorrentes fisicamente semelhantes. Não há tempo para entender quem são eles e assimilar suas diferenças. Quem assiste não capta quem é mais simpático, quem é mais bem humorado, ou quem é mais narcisista. São todos iguais, e não há espaço para ressaltar quem é quem.

Além disso, as provas não ajudam muito. No episódio de estreia, por exemplo, os candidatos precisaram mostrar suas habilidades de montar uma barraca. Foi uma sequência tediosa em meio a um episódio marcado pela pressa e pela falta de emoção.

Nota-se um esforço da produção de buscar pessoas que rendam. A protagonista da estreia era uma jovem muito bonita, simpática e bem articulada. Mas não houve material suficiente para que o público embarcasse no jogo e se envolvesse com a escolha dela.

Sabrina

Em meio a tudo isso, Sabrina Sato surgiu como coadjuvante de luxo. O espaço da apresentadora é bastante limitado, e suas aparições nem ao menos se justificam. Até houve um ou outro comentário espirituoso da “japa” no meio da competição, mas nada que a fizesse brilhar.

Ao entregar a Sabrina o comando de Game dos Clones, a Record TV encaixota sua apresentadora. A artista, cuja principal característica é o senso de humor, aparece quase como uma mestre de cerimônias. Aos poucos, a emissora vem pasteurizando seus comunicadores, transformando todos em cerimonialistas sem traço de personalidade.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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