Aposta da Band, Exathlon Brasil não disse a que veio

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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“Nem só de MasterChef viverá o homem” deve ser o mantra dos diretores da Band. Não se pode negar que a direção da emissora tem feito apostas no sentido de deixar de ser refém de uma única atração, mas, até agora, o canal mais tem errado que acertado. Depois dos fiascos de The X Factor e À Primeira Vista, a Band aposta, agora, num reality show de aventura e sobrevivência, ao estilo No Limite, com Exathlon Brasil. Mas, até aqui, a atração ainda não disse a que veio.

Apresentado por Luís Ernesto Lacombe, mais um jornalista a cruzar a fronteira do entretenimento, o programa reúne atletas famosos e anônimos numa grande competição. Divididos em dois times, Heróis e Guerreiros, os participantes se enfrentam em provas de resistência física e, ainda, precisam lidar com várias restrições, como o fato de apenas um grupo poder descansar num alojamento, e pouca comida. Os participantes são Alline Calandrini, Ana Tapajós, Betina Schmidt, Carolina Almeida, Giba, Jorge Goston, Juliana Findikoglu, Kauane Ribeiro, Marcel Stürmer, Maurren Maggi, Miguel Benedetti, Nick Pirola, Nina Monteiro, Pedro Scooby, Renato Nicoli, Ricardo Barbato, Rodrigo West, Sul Rosa, Vance Poubel e Daniele Hypolito.

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Apesar da boa proposta, Exathlon Brasil não consegue entregar toda a emoção que promete. As edições exibidas na linha de shows, às segundas e quintas às 22h30, pecam pela edição arrastada e sem ritmo, dedicando longos minutos aos mínimos detalhes das provas mostradas. Além disso, Exathlon Brasil conta com uma edição diária, na faixa das 20h20, que também parece injustificada, pois vive de mostrar “melhores momentos”, mas com uma edição confusa e sem ordem cronológica, muito menos explicações. Na noite de ontem (02), por exemplo, a edição diária mostrou a eliminação de Daniele Hypolito, mas, em seguida, mostrou outras provas com a presença dela. Ficou estranho.

Além disso, é questionável a decisão da Band de interromper sua faixa de novelas turcas para exibir Exathlon Brasil. Justiça seja feita, a audiência no horário das 20h20 subiu, já que o reality chega a registrar 2,5 pontos no Ibope, enquanto a reprise de Mil e uma Noites dava 2 pontos. Mesmo assim, sabe-se que uma faixa de novelas sobrevive do hábito do espectador, e a emissora, acertadamente, vinha alimentando tal hábito há dois anos. Agora, interrompeu bruscamente. Já a edição noturna das segundas e quintas patina entre 1 e 2 pontos, resultado que não justifica o alto investimento.

Até aqui, a maior qualidade de Exathlon Brasil é justamente seu apresentador. Luís Ernesto Lacombe, após tantos anos no jornalismo esportivo, surge à vontade e parece em casa liderando as competições do programa. O fato de Exathlon Brasil ser uma competição bastante voltada ao esporte, e tendo atletas como participantes, ajuda Lacombe a se colocar em seu habitat natural. Está muito bem. No mais, Exathlon Brasil pode melhorar.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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