Angélica na HBO Max, Eliana na Netflix, Xuxa no Globoplay: ídolos infantis do passado buscam reinvenção no streaming

As artistas são "crias" de uma televisão que não existe mais

Publicado em 7/7/2021
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Na semana passada, Angélica anunciou sua chegada à HBO Max. Após 24 anos de TV Globo, a apresentadora migra para o streaming da Warner, onde comandará o talk show Jornada Astral e terá espaço para novos projetos autorais. Curiosamente, trata-se do mesmo caminho que duas de suas colegas dos tempos de programas infantis também estão trilhando: Xuxa e Eliana.

Assim que encerrou seu acordo com a Record TV, Xuxa anunciou uma nova parceria com o Globoplay. A apresentadora já trabalha em um documentário sobre a sua trajetória, que deve estrear em breve na plataforma. Além disso, numa entrevista ao Otalab do UOL, no ano passado, Xuxa também revelou conversas com a Disney para a produção de uma série.

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Enquanto isso, Eliana deve debutar em breve na Netflix. A loira, que seguirá nos domingos do SBT, também se aventura no streaming, comandando um novo reality show sobre empreendedorismo. Em Ideias à Vista, ela mediará a disputa entre empreendedores que tentam emplacar seus projetos. Trata-se de algo totalmente diferente do que a artista fez na TV até então.

Em comum, além de um grupo de whatsapp muito comentado, as três apresentadoras são ídolos infantis dos anos 1980/90. Xuxa, Angélica e Eliana fizeram muito sucesso entre as crianças com seus programas recheados de brincadeiras e desenhos. Quando seus infantis chegaram ao fim, elas buscaram emplacar na apresentação de programas para todas as idades.

Eliana foi quem encontrou mais estabilidade nesta transição, e se mantém como apresentadora de programas de domingo desde 2005. Enquanto isso, Angélica consolidou um espaço nos sábados da Globo com seu Estrelas, mas partiu para projetos esporádicos após a extinção da atração. Já Xuxa teve sucesso com o Planeta Xuxa (1997 – 2002), mas encontrou dificuldades depois disso. Suas empreitadas posteriores na Globo e na Record TV não foram lá muito brilhantes.

Reinvenção

Xuxa, Angélica e Eliana se tornaram ídolos de uma televisão que não mais existe. Entre o final dos anos 1980 e 1990, não apenas os programas infantis viviam uma fase efervescente, como a televisão era feita de grandes nomes. Os apresentadores eram maiores que os programas que comandavam.

Muita coisa mudou de lá para cá, e é possível observar que as três artistas estão tentando se enquadrar nesta nova realidade. Mesmo que Eliana tenha um espaço estável na TV aberta, sua ida para a Netflix mostra que ela não quer ficar presa a isso. Claramente, ela busca outros desafios e tenta driblar uma inevitável zona de conforto.

Já Angélica e Xuxa, fora da TV convencional, encontram no streaming um espaço para serem mais livres. Em seus últimos projetos na Globo, Angélica já demonstrava estar mais interessada em projetos segmentados. Ou seja, ela já não falava mais a mesma língua da TV aberta.

Com Xuxa, acontece algo semelhante. Há tempos, a loira não emplaca grandes sucessos na TV aberta, embora ainda tenha um público muito cativo. Por isso, ao buscar espaços alternativos, ela tem a chance de continuar falando a este público, mas sem a pressão por audiência dos canais convencionais.

Ou seja, este caminho traçado pelos três maiores ídolos infantis do passado evidenciam que a TV passa por uma transformação. São as crias da “velha TV” buscando uma reinvenção necessária neste novo contexto.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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