Altas Horas dribla isolamento e foge do óbvio com novos quadros

Serginho Groisman lança quadros novos por meio de videochamadas

Publicado há 10 dias
Por André Santana
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Aos poucos, os programas de entrevistas da TV vão se adaptando ao período de isolamento e naturalizando o uso de videochamadas. Na Globo, programas como Encontro e Conversa com Bial só são possíveis por causa do recurso. E, agora, Altas Horas estreou seu novo formato, também baseado em entrevistas remotas.

No entanto, para não se tornar uma variação dos programas de Fátima Bernardes e Pedro Bial, Serginho Groisman e sua equipe criaram novos quadros, especialmente para este período. Com isso, Altas Horas começa a se livrar das reprises e a ofertar um conteúdo inédito e variado ao público, com Serginho Groisman gravando de sua casa.

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Em vez de simplesmente bater um papo remoto com seu convidado, como fazem os outros apresentadores, Serginho vem fazendo uso da videochamada em vários formatos. Além da entrevista pura e simples, o apresentador também coloca seus convidados em novas situações.

Uma destas novidades é o quadro Pais e Filhos, no qual o apresentador conversa com um artista e seus pais (ou filhos) sobre determinado tema familiar. Na estreia, o ator Rodrigo Sant’Anna, ao lado de sua mãe, contou como foi que ele se assumiu homossexual para a família. Com isso, o Altas Horas mantém uma de suas características fundamentais, que é o debate de temas relevantes.

Outros quadros

Outra novidade comandada por Serginho Groisman é o quadro Nunca te Vi, Sempre te Amei, que busca promover encontros virtuais com famosos que não se conhecem. O apresentador “mediou”, recentemente, uma entrevista entre Fabio Porchat e Zeca Pagodinho, e o resultado foi bem interessante.

O Altas Horas também promoveu um encontro inusitado, e muito divertido, entre Dani Calabresa e Carla Perez. Além disso, o programa mantém o quadro de humor de Marco Luque, num segmento onde um personagem do ator promove um bate-papo com o convidado.

Enquanto isso, a parte musical do programa vem sendo feita de duas maneiras. Há o momento “live”, no qual um convidado faz um pocket show direto de sua casa; e o momento “nostalgia”, no qual os convidados escolhem um musical da história do programa para rever.

O novo formato do Altas Horas não substitui seu formato original, que continua imbatível. Mas é uma maneira interessante de manter o programa quente e relevante neste contexto ao qual estamos inseridos. Se não há a possibilidade de manter uma plateia vibrante e atrações no palco, há ao menos a chance de se acompanhar boas e variadas conversas, mantendo a tradição de “vida inteligente” nas noites de sábado da Globo.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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