Verão 90: Alexandre Borges e a necessidade de novos rumos

Publicado há 2 anos
Por Fábio Costa
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A novela das 19h da Rede Globo, Verão 90, traz entre seus principais atores o já veterano Alexandre Borges. Com quase 30 anos de experiência na teledramaturgia, Alexandre dá vida atualmente a Joaquim Ferreira Lima, o Quinzão.

Quem é Quinzão, que Alexandre Borges vive atualmente

Joaquim Ferreira Lima é herdeiro de uma das mais fortunas não só do Rio de Janeiro, como do Brasil. Ao se casar anos atrás com Mercedes (Totia Meireles), Quinzão era apaixonado por ela. Talvez ainda seja. Essa foi uma união que começou aliando útil e agradável, para ambos, a saber. Todavia, faz tempo que ele leva a cabo suas aventuras fora de casa. A mais duradoura e recente foi com o destaque de escola de samba, a arrasa-quarteirão Luana (Juliane Araújo).

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O pai que Quinzão é: péssimo exemplo para os filhos, mas tem salvação

Um pouco irresponsável, boa-vida e mulherengo, ele é péssimo exemplo para o filho Quinzinho (Caio Paduan). Este não degenerou, saiu aos seus. Além disso, não mostrou também maior pulso na educação da filha Gisela (Débora Nascimento). A saber, esta vive um eterno desajuste na vida, em virtude de seu casamento infeliz com Herculano (Humberto Martins).

Arrastou a asa para Lidiane (Cláudia Raia), durante a festa a fantasia na qual praticamente todos acabaram drogados, após consumirem os sonhos de Galdino (Gabriel Godoy), feitos com doce de leite batizado. Com efeito, agora que a novela está mais ou menos na metade, deve ganhar força um romance de Quinzão e Lidiane. Bem como posteriormente o casal Ferreira Lima deve se separar.

Família Ferreira Lima – Quinzão (Alexandre Borges), Mercedes (Totia Meireles), Quinzinho (Caio Paduan) e Gisela (Débora Nascimento) em Verão 90 (Divulgação/ TV Globo)

Em mais um personagem sem novidades, Alexandre Borges
precisa ser desafiado na televisão

Com efeito, Alexandre Borges não costuma ser desagradável em cena. No entanto, já deu mostras de que pode e sabe fazer muito mais do que o que tem sido apresentado de algumas novelas para cá. Haja algum problema no texto e/ou na direção, não parece descabido considerar que da parte do próprio ator, em virtude dos perfis de personagens para os quais é frequentemente escalado, possa ter havido alguma acomodação. Até certo ponto natural para alguém já conhecido e querido de considerável parcela do público, chamariz de audiência.

Alguns momentos na contramão do estereótipo na carreira de Alexandre Borges

Só para exemplificar, personagens como Cristiano em Celebridade (2003), Plácido de Castro em Amazônia – De Galvez a Chico Mendes (2007), Raul de Caminho das Índias (2009) e o Rei Otávio de Deus Salve o Rei (2018) deram a Alexandre Borges oportunidades de mostrar que é capaz de ir além dos Quinzões da vida. Ademais, a beleza e o charme de um já maduro galã devem suplantar o que ele tem a oferecer e que acaba sublimado devido ao caminho fácil do estereótipo?

*As informações e opiniões
expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou
não refletir a opinião deste veículo.

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