Agora com duas apresentadoras, Globo Repórter precisa de nova dinâmica

Publicado há um ano
Por André Santana
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Clássico programa de reportagens das noites de sexta-feira da Globo, o Globo Repórter estreou uma nova fase. Com a aposentadoria de Sergio Chapelin, a direção da emissora resolveu escalar não apenas uma, mas duas substitutas. Gloria Maria, figura habitual da atração desde 2010, assume o comando, tendo ao seu lado a competente Sandra Annenberg. A ideia de buscar algo que fuja do estilo do comandante anterior é boa, até para se evitar comparações. Mas o programa ainda não conseguiu justificar esta mudança.

A dupla é ótima, sem dúvidas. Gloria Maria, desde que se tornou repórter especial da atração, já assumia as cabeças do Globo Repórter nas ausências de Chapelin. Além disso, era comum a repórter co-apresentar a atração ao lado do locutor em dias de reportagens assinadas por ela. Sendo assim, ela é uma escolha até óbvia para o comando da atração com a saída definitiva de Sergio Chapelin.

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Já Sandra Annenberg foi uma importante aquisição. Em seus anos de carreira, sobretudo nos últimos anos que passou à frente do Jornal Hoje, Sandra construiu uma intimidade com seu público. A apresentadora é uma jornalista muito querida pela audiência. Isso se deve ao jeito com que se comunica com o público, sempre de maneira a aproximá-lo. Ou seja, sua presença no Globo Repórter serve, também, para fazer com que o programa perca o ar sisudo anterior e se torne mais terno.

Um novo formato para o Globo Repórter

No entanto, na estreia das novas apresentadoras, o Globo Repórter não mudou muito. Gloria Maria e Sandra Annenberg apresentaram um programa sobre Nova York, com reportagem de Jorge Pontual. E o apresentaram do mesmo jeito que Sergio Chapelin faria. Houve tentativas de interação entre elas, mas que se mostraram falhas.

Ou seja, faltou o Globo Repórter se adequar a esta nova realidade. Com duas apresentadoras, a dinâmica da apresentação muda também. É preciso encontrar uma maneira de Gloria e Sandra interagirem sem parecerem ensaiadas.

O programa tem duas excelentes apresentadoras. E que não são apenas apresentadoras, mas também repórteres da atração. Assim, é preciso encontrar uma maneira de explorarem todas as qualidades de suas comandantes na apresentação. Este é o desafio da nova fase do Globo Repórter.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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