A Vida da Gente é divisor de águas nas carreiras de Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano

As duas atrizes demonstraram maturidade artística na obra

Publicadohá pouco tempo
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É comum, entre os espectadores de A Vida da Gente, haver uma divisão entre “team Ana (Fernanda Vasconcellos)” e “team Manu (Marjorie Estiano)”. Assim que a tenista sair do coma, encontrará Manu numa posição que acredita ser sua, dando início a um grande embate, no qual o amor de Rodrigo (Rafael Cardoso) fica entre elas.

Apesar de a autora Lícia Manzo não ter construído sua novela em torno de um mote batido como a disputa de duas irmãs por um homem, os “times” acabaram definidos assim. O que se torna uma definição rasa do que é A Vida da Gente, que é muito mais do que isso. Na verdade, a trama narra o grande amor entre duas irmãs que se veem de lados opostos em razão de adversidades.

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Com isso, o grande motor de A Vida da Gente é a relação cheia de nuances construída entre Ana e Manu. E é uma relação tão intrincada, que envolve tanto cumplicidade quanto mágoa, que era preciso duas atrizes de quilate para convencer nesta posição. Neste contexto, Fernanda Vasconcellos e Marjorie Estiano são a grande força da trama das seis da Globo.

Maturidade

Na época em que A Vida da Gente foi gravada, Marjorie Estiano já contava com o respeito do público e da crítica. A atriz já havia passado por novelas como Malhação (2004), Páginas da Vida (2006) e Duas Caras (2007), com desempenho sempre admirado.

Porém, em A Vida da Gente, o trabalho da atriz deu um salto. Manu ganhou em credibilidade com uma atuação visceral e minimalista de Marjorie, que convenceu como uma jovem apagada e cheia de complexos. Para uma atriz que possui uma luminosidade natural, despir-se disso para convencer como uma moça que passou a vida sendo ofuscada e reprimida foi um feito.

Por outro lado, Fernanda Vasconcellos vinha de mocinhas um tanto insossas. Assim, sua performance em A Vida da Gente foi uma surpresa. Pela primeira vez, a jovem mostrou maturidade na composição de uma protagonista complexa, que oscila entre a coragem e a profunda submissão à mãe. Fernanda cresceu demais em A Vida da Gente.

E, mais do que dois grandes trabalhos, as duas atrizes construíram uma grande parceria. Assim como há a tal da “química” entre pares românticos que emplacam, temos aqui um caso de “química” entre uma história de amor fraternal. Separadas, elas dão conta. Mas juntas, elas dominam a cena. É algo verdadeiramente impressionante.

Por isso, esta é a oportunidade de rever os trabalhos destas duas jovens atrizes tão cheias de predicados. A Vida da Gente é uma grande novela por vários motivos, e a força das protagonistas é um deles.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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