A Regra do Jogo agrada com exageros

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A Regra do Jogo estreou na noite desta segunda-feira (31) e agradou o público com personagens exagerados, distantes da realidade, mas já que novela é ficção, então pode! Os destaques do primeiro capítulo foram os personagens Atena (Giovanna Antonelli), Romero Rômulo (Alexandre Nero), Toia (Vanessa Giácomo) e Juliano (Cauã Reymond).

Mas o exagero dos personagens não pesou contra A Regra do Jogo, pelo contrário, deixou bem marcado cada um dos personagens, que em maior ou menor grau representam figuras reais da sociedade.

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Giovanna Antonelli imprimiu um tom extremamente caricato à sua personagem e se a ideia era conquistar o público com uma vilã maluca, sem escrúpulos, totalmente capaz de qualquer coisa para se dar bem, deu certo. Atena, uma estelionatária convicta, já é a queridinha dos telespectadores e promete ser aquele tipo de vilã amada e não odiada.

Alexandre Nero é um grande ator e logo de cara já conseguiu apagar o Comendador, de Império, com este novo personagem de A Regra do Jogo. Romero Rômulo é a figura carimbada do lobo em pele de cordeiro, faz tudo para aparecer o herói, mas no fundo é um vilão, mas a única que sabe disso, pelo jeito, é sua mãe Djanira (Cássia Kis Magro) que também encantou com sua interpretação intimista e misteriosa, que ainda deixa na dúvida se ela é boa ou má, tem algum segredo ali guardado com ela.

Vanessa Giácomo, que vive a mocinha Toia, é a dubiedade em pessoa, batalhadora, boazinha, mas que pode cometer crimes e errar em nome do dinheiro e do amor. Toia é braço direito de Adisabeba (Susana Vieira) ex-prostituta e dona de uma boate no Morro da Macaca, e no primeiro capítulo já rouba a patroa para salvar a vida da mãe, mas depois se arrepende e se entrega à polícia. Sonha em casar com Juliano, mas ele não está assim tão a fim.

Cauã Reymond começou a novela saindo da cadeia, onde supostamente ficou preso injustamente, Juliano seu personagem é o par romântico de Toia, mas ao mesmo tempo são irmãos de criação e passaram o primeiro capítulo tentando salvar a vida da mãe Djanira e entender o amor entre eles. Cauã, por sinal, não consegue mudar o tom de seus personagens, tanto fisicamente, quanto no jeito de interpretar, ele se repete a cada novela, mostrando sua falta de versatilidade como ator.

Na trama, todos os personagens são bons e ruins, assim como na vida real, todos temos o lado vilão e o lado mocinha, um deles se sobressai e na novela não será diferente. João Emanuel Carneiro deixou isso claro no primeiro capítulo de A Regra do Jogo.

Por falar no autor, apesar de leves semelhanças com Avenida Brasil, seu sucesso em 2012, ele conseguiu trazer uma novela nova, diferente pelo menos neste primeiro dia. Muito disso se deve também à direção de Amora Mautner e sua equipe, que inovou com ângulos e enquadramentos nunca antes vistos, utilizando a caixa cênica. A iluminação também, os cenários, figurinos e maquiagens são outros pontos positivos de A Regra do Jogo, que une riqueza, pobreza, ostentação e mazelas.

O único ponto desfavorável foi a música de abertura que não combinou com a vinheta em si. Enquanto as imagens mostram um embate no jogo de xadrez, a música, Juízo Final, na voz de Alcione, que na letra até fala sobre bem e mal, tem uma melodia lenta, que destoa do que é mostrado na arte, que por sinal tem um “Q” de Game of Thrones.

Mas no geral a trilha sonora agradou, com canções nacionais e internacionais modernas, que prometem cair no gosto do público e se tornarem os hits das rádios daqui pra frente.

Enfim, foi uma estreia correta, com ingredientes capazes de segurar e ampliar o público da faixa das 21h, que se afugentou com o fracasso de Babilônia, mas agora pode voltar em peso com A Regra do Jogo.

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