A Força do Querer: Irene segue os passos de Yvone, de Caminho das Índias, e Alicinha, de O Clone

As três vilãs de Gloria Perez são movidas pela inveja e ambição

Publicado há um mês
Por André Santana
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A reapresentação de A Força do Querer, trama de 2017 que ocupa o horário nobre da Globo numa “edição especial”, trouxe de volta Irene, uma carismática golpista vivida por Débora Falabella. Na trama, ela se aproxima de Eugênio (Dan Stulbach), aproveitando-se de sua fragilidade no casamento, para seduzi-lo e “depená-lo”.

Arquiteta, Irene chega à vida de Eugênio com a proposta de montar seu novo escritório de advocacia. Porém, com seu jeito compreensivo e muito sedutor, ela logo consegue transformar-se numa confidente. Eugênio, que vive às turras com a mulher Joyce (Maria Fernanda Cândido), encontra em Irene a compreensão que não encontra na esposa. E ela se aproveita da situação para lhe aplicar um golpe.

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No decorrer dos capítulos de A Força do Querer, Irene consegue, aos poucos, minar o casamento de Eugênio e Joyce. Manipulando o advogado, ela arranca dele tudo o que pode, enquanto ele nem percebe a teia ao qual está preso. Sem escrúpulos, Irene passa por cima de todos para conquistar seus objetivos, e se torna a grande vilã da novela de Gloria Perez.

É um tipo interessante, capaz de movimentar a trama. E é um tipo que Gloria Perez gosta muito de explorar em suas novelas. Afinal, Irene parece saída da mesma forma de Yvone (Letícia Sabatella), a psicopata de Caminho das Índias (2009), e Alicinha (Cristiana Oliveira), a invejosa de O Clone (2001).

A “família” de Irene

Todas elas parecem da mesma família. Alicinha, por exemplo, chega de mansinho à trama de O Clone e, aos poucos, vai passando a perna em que entra em seu caminho. Sua primeira vítima é Edna (Nívea Maria), sua prima, de quem vai tomando o espaço no trabalho em busca de ascensão.

Alicinha (Cristiana Oliveira) em O Clone (Reprodução/TV Globo)

Mas sua principal vítima é Escobar (Marcos Frota), médico que vive uma grave crise no casamento com Clarice (Cissa Guimarães). Alicinha percebe a fragilidade do homem e se aproveita disso. Logo, ela se torna a nova mulher de Escobar, convencendo-o a fazer todos os seus caprichos. Seu golpe de mestre é quando Escobar lhe entrega um apartamento. Alicinha trata de passar o imóvel para seu nome, troca as fechaduras e dispensa o “namorado”, pronta para atacar sua próxima vítima.

Yvone faz exatamente o mesmo com Raul Cadore (Alexandre Borges) em Caminho das Índias. Mas, neste caso, a vilã conta com uma “tecla sap”: as cenas do psiquiatra Castanho (Stenio Garcia) explicando a diferença entre psicopatia e esquizofrenia, inseridas enquanto Yvone agia, faziam o público entender que a vilã era uma psicopata. Incapaz de nutrir sentimentos por qualquer pessoa, ela age friamente para conseguir o que deseja.

Yvone (Letícia Sabatella), de Caminho das Índias (reprodução)

Assim como Alicinha e Irene, Yvone se aproveita da fragilidade do casamento de Raul e Silvia (Débora Bloch) para atacá-lo. Ela chega ao ponto de convencer Raul a forjar a própria morte e fugir com ela. Mas Yvone logo o abandona, sem dinheiro e nem identidade, em Dubai.

Apesar de apenas Yvone ter o diagnóstico explorado em sua trama, Alicinha e Irene também parecem psicopatas, já que não têm sentimentos pelos outros e usam de carisma e sedução para fazerem suas vítimas. E o sucesso de todas estas novelas mostra que o público adora torcer contra uma “boa” megera psicopata.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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