A Força do Querer deixa suas principais resoluções para o último capítulo

Publicado há 3 anos
Por André Santana
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As novelas, acompanhando a agilidade dos novos tempos, também vão ficando mais ágeis. Cenas longas e situações que se arrastam parecem já não fazer parte da ordem do dia nos folhetins eletrônicos. Sabendo disso, os autores, em sua maioria, passaram a trabalhar suas tramas com situações episódicas, mais rápidas, com conflitos que vão se resolvendo ao mesmo tempo em que novas situações são propostas para manter a temperatura da história sempre elevada.

A Força do Querer, maior sucesso do horário das nove em anos, entra em sua última semana cheia de acontecimentos que hão de prender o público. A autora Gloria Perez, nestes meses de novela no ar, conseguiu oferecer uma história ágil, enxuta, que passou a impressão ao público de que estava sempre acontecendo algo. Isso aconteceu, sobretudo, em razão de a novelista ter apostado em várias tramas principais, além de sagas paralelas impactantes, sabendo dosar o desenrolar destes núcleos aos poucos. Em cada momento, ela jogou luz numa trama diferente, e como todas as tramas que contou são interessantes, A Força do Querer também se manteve interessante.

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Entretanto, isso não tira de Gloria Perez o seu DNA forte no folhetim televisivo clássico. Ao contrário de outros autores, que se inspiram em seriados americanos para fazer arcos de trama ágeis, a novelista manteve intacta seu estilo de fazer novela. Discípula de Janete Clair, Gloria levou sua trama em alta voltagem, mas, à moda antiga, empurrou os principais conflitos propostos lá na semana inicial da novela, para serem resolvidos na semana derradeira.

Silvana (Lília Cabral), por exemplo, é viciada em jogo e passou a trama inteira enrolando o marido Eurico (Humberto Martins), armando várias situações para não ser pega com a boca na botija. Ela chegou a ser pega no flagra e foi internada para se tratar do vício, mas logo saiu da clínica de reabilitação e seguiu enganando o marido. Só agora, deve ser pega novamente. Já a paternidade do filho de Ritinha (Isis Valverde) também rodou bastante ao longo da novela, tendo direito, inclusive, a um exame de DNA “clandestino” feito por Cibele (Bruna Linzmeyer) engavetado por Ruy (Fiuk). Apenas nos capítulos derradeiros, Zeca (Marco Pigossi) descobrirá que é pai do menino.

Enquanto isso, Bibi (Juliana Paes) trocou Caio (Rodrigo Lombardi) por Rubinho (Emílio Dantas) no primeiro capítulo de A Força do Querer. E é agora, na última semana, que o bandido saberá do passado dos dois. Isso sem falar no envolvimento místico que une Zeca e Ruy, situação na qual girou todo o primeiro capítulo da novela (parecia até que a trama de A Força do Querer girava em torno disso, tamanho o destaque da situação no capítulo inicial). E é agora, na última semana, que Ruy e Zeca descobrirão que são as crianças “unidas pela água”.

É possível que Gloria Perez ofereça desfechos satisfatórios à maioria de suas histórias, já que a trama de A Força do Querer, como dito acima, é bem enxuta. Porque em outras de suas novelas, como Caminho das Índias e Salve Jorge, eram tantas as histórias, e todas elas com acontecimentos importantes deixados para os momentos finais, que suas conclusões acabaram ficando apressadas. A Força do Querer é uma ótima novela, e merece um desfecho à altura.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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