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Com Amor Sem Igual, Cristianne Fridman reafirma sua boa mão para tramas policiais

Obra da autora é recheada de thrillers

Tobias (Thiago Rodrigues) em Amor Sem Igual
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Mesmo narrando a história de amor entre uma prostituta e um homem simples, Amor Sem Igual é uma novela sem maiores ousadias. A temática é tratada de maneira quase idealista, valorizando o folhetim em detrimento a uma discussão mais aprofundada da questão. O que não é um demérito; é uma escolha da autora Cristianne Fridman. Assim, se a novelista não tem a intenção de fugir do romance tradicional, ao menos o faz com a destreza habitual na atual novela da Record TV. E, de quebra, capricha na trama policial, uma de suas características mais marcantes.

Em Amor Sem Igual, a protagonista Poderosa (Day Mesquita) é perseguida pelo irmão Tobias (Thiago Rodrigues), que não tem interesse em dividir sua herança com a “bastarda”. Com este plot, Amor Sem Igual criou uma narrativa policial que dá um tempero interessante à história de amor entre a heroína e Miguel (Rafael Sardão). Assim, a trama agrega alguma densidade a um enredo que poderia cair na simples comédia romântica.

Deste modo, a autora Cristianne Fridman se mostra habilidosa na construção de histórias com uma pegada policial. Trata-se de uma constante na obra da autora, que assinou alguns dos principais sucessos da Record TV em sua fase áurea da teledramaturgia. Sem dúvidas, é uma impressão digital bem forte, e que define o trabalho autoral da novelista.

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Histórico

Ou seja, Amor Sem Igual repete uma fórmula que funcionou bem na trama anterior da autora, Topíssima. A novela era uma comédia romântica ainda mais evidente que Amor Sem Igual, mas era embalada por um thriller sobre uma quadrilha de traficantes de drogas que atuava na faculdade dirigida pela protagonista. E, provavelmente, a fórmula se repetirá em Topíssima 2, que deve substituir Amor Sem Igual.

Quando a Record mantinha suas principais novelas na faixa das 22 horas, Cristianne Fridman foi ainda mais fundo em temáticas mais pesadas. Com Chamas da Vida, tratou de temas sérios, como a pedofilia. Já em sua trama seguinte, Vidas em Jogo, a novelista apostou num mistério quando seus dez protagonistas eram supostamente assassinados por um criminoso misterioso. Mais tarde, em Vitória, falou sobre neonazismo. Ou seja, trata-se de uma constante na obra da autora.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo. 

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