Lúdica, Cine Holliúdy é uma delicada comédia sobre nostalgia

Publicado há um ano
Por André Santana
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Cine Holliúdy, o longa, chamou a atenção do público e da crítica ao trazer, para o cinema nacional, o chamado “cearensês”. Os dois filmes da franquia, lançados em 2012 e 2018, fizeram uso até de legendas para que os menos fluentes conseguissem compreender as expressões típicas do Nordeste brasileiro. Além disso, soma-se, também, a história ingênua e lúdica, que homenageia o próprio cinema com um olhar saudoso e terno. Esta proposta foi mantida em Cine Holliúdy, a série, novidade de hoje (07) na Globo.

A série é centrada no mesmo Francisgleydisson (Edmilson Filho) do filme, mas dá um salto para trás no tempo. Aqui, ele está na década de 1970 e toca seu Cine Holliúdy na pequena Pitombas. O cinema é a única opção de entretenimento da cidade. Mas está ameaçado com a chegada da televisão, novidade orquestrada pelo prefeito Olegário (Matheus Nachtergaele). Para driblar a concorrência “desleal” com as novelas, Francisgleydisson resolve, em vez de exibir filmes estrangeiros, passar a produzir seus próprios longas. Para a empreitada, ele conta com a ajuda de Marylin (Letícia Colin), enteada do prefeito.

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A trama é simples e não traz nada de novo ao universo das séries da Globo. No entanto, Cine Holliúdy tem o mérito de retratar um Nordeste pouco visto em rede nacional. O tom é de comédia, mas traz impresso um toque de melancolia. E o “cearensês”, bem carregado, dá um charme à história. Além disso, a temática é de um saudosismo irresistível. Ao confrontar televisão e cinema numa trama de época, a série explora a boa e velha discussão sobre qual tempo é o melhor: o de ontem ou o de hoje.

Elenco em sintonia

Outro trunfo da série é seu elenco. Edmilson Filho é um achado e brilha como o simpático e ingênuo protagonista. Destaque também para os atores Solange Teixeira e Carri Costa, que vivem o casal Belinha e Lindoso. Os talentos do Nordeste trazem sangue novo para a telinha. Enquanto isso, Heloísa Perissé (Socorro, mulher de Olegário), Matheus Nachtergaele e Letícia Colin mostram sintonia à proposta. Resultado de uma preparação de elenco bem executada.

Assim, a série Cine Holliúdy consegue manter a graça dos longas para o cinema e faz uma bem-vinda transposição de seu universo para a televisão. Pode até não alcançar o sucesso de suas antecessoras na faixa, como Mister Brau e Tapas & Beijos. Mas agrada com seu tom simpático e bem-intencionado.

*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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