Furo no retorno de Remy mostra fragilidade de Segundo Sol

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Com uma reta final de gosto duvidoso, Segundo Sol vem lançando mão de vários artifícios para manter o interesse do público. Um deles seria o já batido “quem matou?”, quando Remy (Vladimir Brichta) apareceu assassinado. No entanto, logo que a sequência do misterioso assassinato foi ao ar, surgiram fortes comentários de que a morte do personagem seria uma farsa. Isso poderia ser uma maneira de o autor João Emanuel Carneiro não se repetir, já que ele vem utilizando o “quem matou?” com regularidade. Porém, ao optar pela “surpresa” da não-morte, o novelista acabou se perdendo.

Uma matéria publicada neste Observatório da Televisão ontem (24) apontou a incoerência da sequência da falsa morte de Remy. Num flashback, Laureta (Adriana Esteves) aparecia no local do “crime”, orquestrando todo o seu plano. No entanto, quando a cena foi exibida originalmente, Laureta aparecia em sua casa. Afinal, ela se “teletransportou”? Ou seja, claramente, o autor ainda não tinha em mente como se explicaria a “morte” de Remy. Assim, a solução ficou com cara de remendo mal feito.

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Foi dito aqui anteriormente que a possibilidade de a morte de Remy ser uma farsa seria a única das soluções propostas a dar um rumo menos melancólico a Segundo Sol. Afinal, nas novelas anteriores de João Emanuel Carneiro, o “quem matou?” sempre se revelou decepcionante. As revelações dos assassinos de Max (Marcello Novaes), em Avenida Brasil, e de Gibson (José de Abreu), em A Regra do Jogo, não chegaram a surpreender. No entanto, por mais que a volta do malandro traga mais movimentação ao desfecho de Segundo Sol, fato é que a virada foi feita às custas da coerência da trama.

Segundo Sol anda em círculos

As manobras realizadas para manter Segundo Sol andando reforça a fragilidade da estrutura da trama. Enquanto a falsa morte do cantor Beto Falcão (Emílio Dantas) se mostrou um fiapo de trama pouco funcional, a saga de Luzia (Giovanna Antonelli) acabou aborrecendo. Afinal, a heroína passou a novela toda sendo acusada por crimes que não cometeu. No pouco tempo em que não fugia da polícia, ela era enganada pelas vilãs da história das maneiras mais estapafúrdias.

Sendo assim, para conseguir manter a trama principal em pé, o autor João Emanuel Carneiro tem feito uma ginástica e tanto. Remy, um dos melhores personagens da história, precisou voltar dos mortos para que a novela tenha o que contar nesta reta final. Além dele, chega também a personagem de Renata Sorrah, que será a mãe de Laureta, e que ajudará a movimentar a reta final.

Ou seja, a trama de Segundo Sol já se esgotou há muito tempo. O que se vê hoje são factoides isolados que buscam sustentar os poucos capítulos que restam para que a novela chegue ao fim. Infelizmente, trata-se de uma reta final melancólica para uma novela que estreou promissora.

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*As informações e opiniões expressas nessa crítica são de total responsabilidade de seu autor e podem ou não refletir a opinião deste veículo.

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